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Investimentos

Ajuste fiscal: vem ou não vem em 2027? Saiba o que pode acontecer em cada cenário e onde investir

Apesar da liquidez do Tesouro, a convivência do país com o déficit primário e altas despesas obrigatórias mantém a dívida pública em crescimento

Por Julia Martins

21 ago 2026, 11:00

taxa de juros Selic Copom renda fixa

Imagem: iStock.com/MicroStockHub

No relatório Prisma Fiscal de agosto, produzido pelo Ministério da Fazenda, a projeção do déficit primário do governo federal chegou a R$ 59,15 bilhões em 2026. Quanto a dívida bruta, a estimativa é que corresponda a 83% do PIB.

Os números corroboram a apreensão do mercado com a trajetória das contas públicas do país. Para os analistas da Empiricus Research, o principal risco não é uma ruptura abrupta, mas uma deterioração gradual do cenário.

 “O ambiente seria marcado por juros elevados por mais tempo, menos espaço para investimentos, aumento da carga tributária e menor crescimento potencial da economia”, explicam.

Porém, um ajuste fiscal crível poderia trazer alívio para esse cenário.

Pensando nisso, a Empiricus elaborou dois relatórios especiais com estratégias e investimentos para 2027: um para caso o Brasil não promova um ajuste fiscal e outro para o cenário em que a consolidação das contas públicas acontece.

E se o ajuste fiscal não acontecer?

Os analistas apontam que caso a consolidação fiscal siga sem avanços significativos, a tendência é que a dívida pública aumente ainda mais e que os prêmios exigidos pelos investidores para financiar o governo sejam elevados.

Isso manteria a Selic alta por mais tempo, inflação, real fraco e pouco espaço para valorização dos ativos de risco domésticos.

Nesse ambiente, a estratégia do investidor pode privilegiar:

  • Reduzir a dependência doméstica com diversificação internacional, exposição cambial e ouro;
  • Preservar a liquidez;
  • Crédito de emissores resiliente; e
  • Instrumentos de proteção contra alta dos juros e queda da bolsa.

E se houver um ajuste fiscal?

Para os analistas, um ajuste fiscal crível exige a desaceleração das despesas obrigatórias, revisão de indexações e benefícios, limitação de exceções ao arcabouço e adoção de metas verificáveis.

“[O ajuste] poderia reduzir a percepção de risco do país e abrir espaço para uma dinâmica mais favorável para a economia e os mercados, com queda dos juros de longo prazo e reprecificação positiva dos ativos brasileiros”, afirmam no relatório.

Nesse caso, a carteira de investimentos pode priorizar:

  • Ativos de renda fixa que se beneficiam da queda dos juros reais;
  • Títulos de crédito de infraestrutura;
  • Ativos domésticos que se beneficiam da queda dos juros.

Tudo isso sempre respeitando a diversificação e tolerância à volatilidade do perfil de cada investidor.

Empiricus libera dois relatórios sobre o cenário fiscal do Brasil; confira como acessar

Para saber mais sobre as estratégias e investimentos indicados para 2027, você pode acessar os dois relatórios especiais por meio da Empiricus+.

Nos relatórios, os analistas explicam o contexto fiscal do Brasil e o que pode acontecer no caso de um o ajuste fiscal acontecer ou não.

Além disso, você também terá acesso as recomendações de investimento para ambos os cenários, com ativos de renda fixa, ações e fundos imobiliários, entre outros.

Você, leitor deste texto, pode testar a plataforma da Empiricus+ gratuitamente por 30 dias. É só clicar no botão abaixo para liberar o benefício e acessar os relatórios:

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Jornalista em formação pela Universidade de São Paulo (USP). Escreve sobre mercado financeiro para os portais Empiricus, Money Times e Seu Dinheiro.