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Investimentos

Axia (AXIA6): preços elevados de energia e disciplina de gastos sustentam crescimento no 1T26, mas números vêm abaixo da expectativa

Ebitda consolidado da Axia atingiu R$ 8,6 bi no 1T26, alta de 60% frente ao 1T25, mas ainda abaixo das expectativas do mercado

Por Ruy Hungria

07 maio 2026, 14:25

Atualizado em 07 maio 2026, 14:25

axia energia axia3

Imagem: Divulgação

A Axia Energia (AXIA6) apresentou um forte crescimento de resultados no primeiro trimestre de 2026 (1T26), ajudados principalmente pelos preços elevados de energia e disciplina de gastos, no entanto os números vieram abaixo das expectativas do mercado.

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A receita de geração cresceu 34% no período, para R$ 7,0 bilhões, com ajuda da alta nos preços de energia, que a companhia pôde capturar por ter parte relevante de seu portfólio descontratado (livre para vender aos preços de mercado).

Por outro lado, a receita de transmissão caiu 11,3%, para R$ 4,4 bilhões, afetada por uma mudança de prática contábil, já que a partir do 1T26, a companhia passou a reconhecer provisões para restituições, que são recolhidos na receita, mas não pertencem à companhia.

No primeiro trimestre esse efeito foi relativamente relevante, de R$ 725 milhões, devido ao reconhecimento atrasado de repasses referentes aos últimos nove meses. A partir do próximo trimestre, esse valor será bem menor pois refletirá apenas os repasses referentes ao próprio trimestre (o valor referente ao 1T26 foi de R$ 296 milhões).

Receita líquida e ebitda consolidados sobem 19,7% e 60%, respectivamente

Ainda assim, a receita líquida consolidada subiu 19,7%, para R$ 11,6 bilhões, reflexo da contribuição positiva do segmento de geração.

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Na comparação com o 1T25 a companhia gastou menos com compra de energia para revenda (-36,1%) e seguiu mostrando ótima eficiência na linha de gastos gerenciáveis, que recuou 3,1%.

Com isso, o ebitda consolidado atingiu R$ 8,6 bilhões, forte alta de 60% frente ao 1T25, mas abaixo das expectativas do mercado, por conta de preços de energia vendida um pouco abaixo do esperado no segmento de geração e dos impactos contábeis mencionados transmissão.

Por fim, ajudado principalmente pela melhora do resultado operacional, o lucro líquido ajustado saltou de R$ 409 milhões no 1T25 para R$ 3,2 bilhões no 1T26.

Com relação aos empréstimos compulsórios, a companhia mostrou avanço tímido de R$ 19 milhões frente ao 4T25 – em 12 meses, a redução foi de R$ 2,2 bilhões. Ajudada pelo forte avanço do resultado operacional, a relação dívida líquida/ebitda recuou de 2x no 4T25 para 1,8x no 1T26.

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Sucessão no comando e recomendação para as ações da Axia

A companhia também aproveitou para anunciar o início do processo de sucessão no comando: o atual CEO, Ivan Monteiro, ficará no cargo até abril de 2027, e será substituído por Élio Wolff, atual Vice-presidente de Estratégia e de Desenvolvimento de Negócios, e que possui longa carreira no setor.

Em linhas gerais, mesmo com números abaixo das expectativas, a Axia mostrou ótimo crescimento, evidenciando a melhora de eficiência e o ambiente positivo para preços de energia. Axia segue com recomendação de compra pela Empiricus Research.

Bacharel em Física formado na Universidade de São Paulo (USP), possui MBA de Finanças na Fipe e iniciou a carreira no mercado financeiro em 2011, na própria Empiricus Research. Está à frente da série da casa focada em opções desde 2018, além de contribuir na elaboração e decisões de investimentos nas séries da Empiricus focadas em microcaps e dividendos, além de fazer o acompanhamento de companhias de diversos setores, com mais foco em Utilities e Oil & Gas. Desde o início de 2020 é colunista do portal Seu Dinheiro.