1 2019-12-09T13:32:41-03:00 xmp.iid:217a1f9b-69a9-426f-a7e6-7b9802d22521 xmp.did:217a1f9b-69a9-426f-a7e6-7b9802d22521 xmp.did:217a1f9b-69a9-426f-a7e6-7b9802d22521 saved xmp.iid:217a1f9b-69a9-426f-a7e6-7b9802d22521 2019-12-09T13:32:41-03:00 Adobe Bridge 2020 (Macintosh) /metadata
Investimentos

Ibovespa hoje: IPCA-15 aumenta expectativa por novo corte da Selic e inflação dos EUA dentro do esperado; veja destaques desta quarta (26)

IPCA-15 marcou um recuo graúdo de -0,4% frente ao mês anterior e deve reforçar as apostas de corte da Selic

Por Ruy Hungria

26 ago 2026, 10:06

Atualizado em 26 ago 2026, 10:06

bear market ibovespa queda mercado ações

Imagem: iStock/ Mininyx Doodle

Mercados estão em clima misto nesta manhã. De um lado, o humor é ajudado por rumores não confirmados de um novo cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos, que fez o petróleo tipo brent voltar novamente para a casa dos US$ 85/barril.

Do outro lado, digere a agenda carregada de dados inflacionários pela manhã enquanto aguarda ansiosamente pelos resultados trimestrais da Nvidia após o fechamento do pregão, que servirá como um termômetro para os investimentos em Inteligência Artificial.

00:30 – Inflação domina o noticiário pela manhã…

Nesta manhã recebemos dois dados de inflação importantes para decisões de política monetária. No Brasil, o IPCA-15 marcou um recuo graúdo de -0,4% frente ao mês anterior. Ainda que essa queda esteja majoritariamente associada ao bônus de Itaipú (que é temporário), o número de agosto veio abaixo das estimativas do mercado depois de um número já comportado em julho (0,06%), e deve reforçar as apostas de corte da Selic na próxima reunião do Copom – neste momento o mercado precifica cerca de 90% de chances de um corte de 25 bps.

Nos Estados Unidos, tivemos a divulgação do PCE, o índice de preços de gastos com consumo pessoal, que é considerada a medição de inflação preferida do Fed. O dado marcou uma alta de 0,2%, relativamente em linha com as expectativas, mas voltando a acelerar depois da queda de -0,1% no mês anterior. Os números voltam a trazer questionamentos sobre um possível aumento de juros.

Lembrando que na sexta-feira teremos o tão aguardado discurso de Kevin Warsh no simpósio de Jackson Hole, com prováveis pistas sobre os próximos passos dos juros nos EUA.

02:15 – …Nvidia domina após o fechamento

Hoje à noite conheceremos um dos resultados corporativos mais aguardados do trimestre. Nvidia divulga os números do seu segundo trimestre fiscal após o fechamento do pregão, e o mercado não espera nada menos do que uma grande porrada.

A expectativa é de que tanto a receita como o lucro dobrem na comparação anual, para US$ 92 bilhões e US$ 51 bilhões, respectivamente.

Infelizmente para a Nvidia, parece que isso não é mais o bastante. A companhia bateu o exigente consenso nas últimas quatro divulgações de resultado, e mesmo assim suas ações caíram.

Isso não significa que o mercado deixou de se importar com receita e lucro. Mas com todas as preocupações envolvendo uma possível desaceleração dos investimentos em IA, o mercado também quer sinalizações positivas em relação ao guidance, margens e sobre a demanda pelos novos chips Rubin – o que pode indicar uma nova pernada de crescimento robusto pela frente, ou trazer uma nova onda de ceticismo com as teses envolvendo IA.

04:30 – O retorno do debasement trade

Depois de alguns meses de recuperação do índice DXY (que mede a força relativa do dólar), os receios com a dívida norte americana voltaram a pesar sobre a moeda nos últimos dias. Vale a pena lembrar que a narrativa de enfraquecimento do dólar foi uma das responsáveis pelo fluxo positivo para emergentes no início do ano, o que inclusive ajudou os nossos ativos.

É verdade que também temos os nossos próprios problemas fiscais, e a indefinição eleitoral atrapalha um pouco o apetite por risco por aqui. Mas lembre-se que todos esses problemas já existiam entre janeiro e abril, e não impediram que o Ibovespa engatasse uma forte valorização no período.

5:15  – Tenha ações de empresas brasileiras, mas não de qualquer empresa

Ou seja, se você tem dúvidas se esse é um bom momento para ter ativos brasileiros na carteira, a resposta é: sim, mas não qualquer ativo!

Selic elevada, inadimplência crescente, restrição ao crédito e sinais de desaceleração econômica prometem um cenário desafiador para boa parte das empresas brasileiras.

No entanto, algumas companhias geradoras de caixa e com balanço sólido não apenas conseguirão atravessar esse ambiente com resultados resilientes como farão isso pagando bons dividendos e capturando mercado de concorrentes fragilizados.

Itaú (ITUB4) é um ótimo exemplo, e a queda de -20% desde as máximas, mesmo com resultados sólidos no 2T26, representam um ótimo ponto de entrada.

Por isso os papéis fazem parte da Carteira Empiricus Dividendos, que foca justamente nessa categoria de empresas: líderes em seus setores, geradoras de caixa e pagadoras de proventos. Desde a criação, ela se valoriza 75%, o que representa 138% do desempenho do Ibovespa no mesmo período.  

Bacharel em Física formado na Universidade de São Paulo (USP), possui MBA de Finanças na Fipe e iniciou a carreira no mercado financeiro em 2011, na própria Empiricus Research. Está à frente da série da casa focada em opções desde 2018, além de contribuir na elaboração e decisões de investimentos nas séries da Empiricus focadas em microcaps e dividendos, além de fazer o acompanhamento de companhias de diversos setores, com mais foco em Utilities e Oil & Gas. Desde o início de 2020 é colunista do portal Seu Dinheiro.