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Investimentos

‘Estamos diante de uma janela promissora para os fundos logísticos’, aponta Fernando Crestana, gestor do BTLG11

Segundo Crestana, o desequilíbrio dentro do segmento de galpões logísticos pode representar uma oportunidade para os fundos imobiliários

Isabelle Santos

Por Isabelle Santos

05 maio 2026, 11:02

Atualizado em 05 maio 2026, 11:24

Fundos logísticos; galpões logísticos; fundos imobiliários; btlg11

Imagem: Canva

O e-commerce faturou mais de R$ 235 bilhões no Brasil em 2025, segundo dados da Abiacom. A disparada do setor tem impulsionado não apenas o varejo, mas também aquecido o segmento de galpões logísticos.

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Segundo Fernando Crestana, sócio e gestor do BTG Pactual Logistica (BTLG11), esse setor, embora privilegiado pela transformação digital, enfrenta um gargalo importante:

Uma grande demanda de espaço e pouca disponibilidade.

Neste cenário, o gestor do BTLG11 vê “uma janela promissora para os fundos logísticos”.

Em meio ao desequilíbrio, uma oportunidade

Com as pessoas cada vez mais comprando pela internet, a demanda por centros logísticos em locais estratégicos para atender o consumidor aumentou nos últimos seis anos.

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Diante de tal demanda, o parque logístico brasileiro mais do que dobrou de tamanho últimos anos. Entretanto ainda existe um desequilíbrio importante dentro do setor causado por três fatores principais, explica Crestana:

  • Demanda aquecida;
  • Oferta controlada; e
  • Vacância em patamares reduzidos.

Segundo Crestana, esse cenário de demanda resiliente e oferta restrita cria um espaço para esses ativos aumentarem o valor de seus aluguéis.

Assim, os fundos imobiliários de galpões logísticos com portfólios bem posicionados, ativos de maior qualidade e baixa disponibilidade, estão em melhor posição para capturar essas revisões de preço.

De acordo com o gestor, é nesse contexto que o BTG Pactual Logística (BTLG11) se destaca como um forte candidato para “surfar” o possível crescimento no preço dos aluguéis de galpões logísticos.

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O fundo, que representa 10% do portfólio logístico brasileiro, conta com 3 milhões de m² de ABL (área bruta locável) com classificação AAA e apenas 1% de vacância. Além disso, grande parte dos seus ativos estão em regiões estratégicas como Cajamar e Guarulhos.

De acordo com o gestor, é justamente essa combinação de ativos premium, baixa vacância e alta demanda que permite negociar aluguéis com reajustes próximos de 25%.

Em entrevista com o analista da Empiricus Research, Caio Araujo, o gestor do BTLG11 explicou em mais detalhes como o fundo pode se beneficiar do momento atual, tanto com a alta dos aluguéis, quanto com a viabilização de novos projetos. Confira no vídeo abaixo a entrevista na íntegra:

Comunicóloga formada pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC). É redatora do Money Times, Seu Dinheiro e Empiricus.