Imagem: iStock/ @BING-JHEN HONG
Um dos resultados mais aguardados nos Estados Unidos, talvez do mundo inteiro, foi divulgado na última quarta-feira (26) e reforça como a expansão quase exponencial da inteligência artificial vem beneficiando a gigante americana de chips.
Os números da Nvidia (B3: NVDC34 | Nasdaq: NVDA), novamente acima das expectativas, reforçam o papel da companhia como um dos principais termômetros desse cenário. Após quatro resultados consecutivos de desvalorização no dia seguinte aos balanços, as ações chegaram a subir 7% no after market, sinalizando uma reação inicial bastante positiva dos investidores.
A receita consolidada foi de US$ 96,2 bilhões, 106% acima do mesmo período do ano anterior e superior ao consenso, que esperava US$ 92,3 bilhões.
Destaques de segmentos da Nvidia (NVDC34)
Analisando por plataforma de mercado, a frente de Data Center concentrou quase a totalidade da receita, somando US$ 89,0 bilhões (+117% a/a) ao total, impulsionada, principalmente, pelas vendas da plataforma Blackwell Ultra.
Um dos pontos mais aguardados pelo mercado eram as vendas dos chips Hopper (H100, H200 e GH200). Depois de um primeiro trimestre sem vendas para a China, as vendas para o país representaram menos de 1% da receita de Data Center neste período.
Edge Computing, frente que substitui as antigas soluções para gaming e uso profissional, reportou US$ 7,2 bilhões (+27% a/a), com fortes vendas de estações de trabalho Blackwell, parcialmente compensadas por um desempenho mais fraco dos PCs de consumo.
Novas plataformas podem impulsionar próximos resultados
A margem bruta ajustada foi de 75,0%, (+2,5 p.p. a/a) em linha com o esperado pelo mercado, impulsionada pelo mix das novas plataformas. Somado ao aumento das despesas operacionais ajustadas, decorrente de maiores investimentos em infraestrutura interna de computação, além de compensações e benefícios, o resultado levou a margem operacional ajustada a 66,5% (+5,4p.p.).
Na linha final, o lucro líquido ajustado foi de US$ 54,0 bilhões, equivalente a uma margem de 56% e um lucro por ação ajustado de US$ 2,22 (120% a/a). O consenso estimava cerca de US$ 2,09 por ação.
Durante o trimestre, a Nvidia devolveu cerca de US$ 26 bilhões aos acionistas por meio de recompra de ações e dividendos e anunciou um pagamento de US$ 0,25 por ação em 1º de outubro.
Para o próximo trimestre, a companhia estima receita de US$ 108,0 bilhões, com uma margem de variação de 2% para cima ou para baixo. A projeção está acima do consenso, de aproximadamente US$ 103,9 bilhões, e ainda não considera vendas para a China. A margem bruta ajustada deve ficar em 74,0%, com variação de 0,5 p.p., pouco abaixo dos 74,8% esperados. Já as despesas operacionais ajustadas devem somar cerca de US$ 9,0 bilhões.
Outro fator importante para os próximos resultados é o início da produção da plataforma Vera Rubin, que começou neste mês de agosto. Apesar de promissora, também concentra a atenção dos investidores na capacidade da companhia de preservar suas margens diante do aumento dos custos de memória e de produção avançada.
Nvidia (NVDC34) segue como recomendação da Empiricus
Em suma, o principal nome da tese de inteligência artificial reforça sua capacidade de capturar vendas em um mercado de chips cada vez mais competitivo, com uma série de novos players entrando nesse espaço.
Com a receita dobrando ano contra ano e operações extremamente lucrativas, a companhia vem, trimestre após trimestre, fortalecendo o argumento de que os 20,9x lucros projetados para os próximos 12 meses talvez ainda não representem um múltiplo justo, mesmo diante de um valor de mercado impressionante de US$ 5 trilhões.
Diante de todos esses fatores, a Nvidia (B3: NVDC34 | Nasdaq: NVDA) segue como uma das principais recomendações de ações internacionais da casa.