O que são debêntures?

Walter Poladian, planejador financeiro do Criando Riqueza, explica o produto, sua forma de remuneração e as vantagens e os riscos envolvidos nesse investimento

O que são debêntures?

Caro leitor,

Antes de falar sobre as debêntures, quero convidá-lo a conhecer um projeto especial do Criando Riqueza em conjunto com o multimilionário Mark Ford, que é sócio da Agora Inc, nosso parceiro americano.

O Wealth Builders Club (WBC) foi criado pelo Mark visando a construção de um patrimônio sólido por meio de três frentes: o aumento das fontes de renda, o controle das despesas e o aumento da rentabilidade dos investimentos.

Mark é um especialista em empreendedorismo, construção de patrimônio e finanças pessoais. Todo o programa foi baseado em sua experiência de 30 anos ajudando pessoas comuns a enriquecerem. E é um sucesso em vários países.

Um clube exclusivo para assinantes que pretendem alcançar a independência financeira em até 7 anos. O guru financeiro do WBC traz dicas e sugestões de como chegar a esse estágio.

Só é possível aderir ao programa duas vezes por ano. As inscrições para a próxima turma abrem dia 16 e, para aquecer seu interesse, convido você a se cadastrar para receber, a partir de 9 de maio, alguns capítulos por dia do livro 11 Segredos da Criação de Riqueza, do próprio Mark, e o diário de viagem da Olivia Alonso, no qual ela conta sobre sua viagem para buscar o melhor método de criação de riqueza do mundo.

Para isso, é preciso se cadastrar em nossa lista preferencial.

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Voltando para o assunto da newsletter de hoje, de uns anos para cá, as debêntures começaram a estar mais presentes entre os produtos oferecidos por bancos e corretoras ao investidor pessoa física.

O grande apelo é a possibilidade de ter retornos maiores que nos títulos públicos, principalmente por meio das famosas “debêntures incentivadas”, que oferecem isenção de Imposto de Renda.

E as vantagens para o emissor (empresa) abrangem um custo de captação menor e, para os distribuidores (corretoras), uma receita maior do que nos títulos do Tesouro Direto.

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Minha missão hoje, portanto, é explicar ao investidor iniciante como funciona esse tipo de investimento e quais são as vantagens e os riscos, para que seja possível tomar uma melhor decisão sobre investir ou não nesse ativo.

O que é uma debênture?

É um título de dívida emitido por empresas, com o intuito de arrecadar recursos para financiar projetos ou reestruturar dívidas.

Ou seja, o investidor empresta dinheiro a uma companhia e, em troca, recebe uma remuneração, que pode ser em pagamento de juros periódicos ou apenas no vencimento do título.

Cito um termo utilizado no mercado que facilita o entendimento: é um CDB de uma empresa.

Tipos de remuneração

A remuneração mais comum é a pós-fixada atrelada à variação da inflação (IPCA + taxa prefixada ao ano), mas pode haver rentabilidades pós-fixadas atreladas aos juros (% do CDI) e prefixadas.

Para determinar esses retornos, os emissores se baseiam nas taxas oferecidas pelo Tesouro e geralmente oferecem, em sua oferta pública inicial, prêmios superiores (exemplo: NTNB 2024 + 1% ao ano) para atrair investidores, pois seus riscos são maiores. Quanto maior o risco, maior deverá ser o retorno.

Vantagens

Como dito acima, uma das vantagens das debêntures diante dos títulos do Tesouro Direto é a possibilidade de obter rendimentos maiores.

No caso das debêntures de infraestrutura, que possuem isenção de Imposto de Renda para pessoa física sobre os rendimentos, esses retornos podem ser ainda mais expressivos.

O governo oferece esse incentivo do benefício fiscal como forma de fomentar o setor de infraestrutura, que pode ajudar na criação de empregos e no aquecimento da economia. É a mesma situação da Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), da Letra de Crédito Imobiliário (LCI), do Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e do Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI).

Mas atenção: é importante confirmar com a sua corretora, antes da compra de uma debênture, se ela possui a isenção de IR.

Na área exclusiva para assinantes Você Investidor, ao fim desta newsletter, falarei sobre uma debênture incentivada, recomendada pela analista de renda fixa daEmpiricus, que hoje paga em torno de 8,60% ao ano + IPCA. E também comentarei sobre um fundo de investimento de debêntures incentivadas.

Riscos

Repito novamente: os retornos são maiores, pois o risco também é mais alto.

Ao investir em debêntures, você corre o risco de inadimplência da empresa.

E, hoje, com a crise na economia, vivemos um cenário incerto no setor corporativo, além de termos que lidar com o envolvimento de grandes empresas em esquemas de corrupção.

E a debênture não possui a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que vale para CDBs, LCAs, LCIs, dentre outros.

Outra inconveniência da debênture é o mercado secundário, que ainda possui pouca liquidez e que, para ser acessado, exige um contato com a mesa de operações de sua corretora.

Desta forma, a venda de uma debênture antes do vencimento depende da existência de ofertas de compradores, que podem estar abaixo do preço justo. Há ainda o custo de operação da corretora.

Já os títulos do Tesouro Direto possuem garantia de recompra diária pelo Tesouro Nacional, a preço de mercado.

Esse tipo de investimento exige, portanto, atenção antes da compra e análise do rating da emissão.

Caso opte pelo investimento, sugiro que não invista uma grande parcela do patrimônio e tenha em sua carteira também aplicações mais seguras e líquidas.

Ratings (avaliações das agências de risco)

A tabela abaixo define os graus de confiabilidade do crédito segundo as três principais agências de classificação de risco internacionais: Fitch, Standard & Poors e Moody’s.

Tributação

As debêntures estão sujeitas às mesmas regras de tributação incidente sobre CDBs e títulos do Tesouro.

Há IOF regressivo em resgates feitos em até 30 dias da aplicação.

O imposto de renda é retido na fonte, com alíquotas regressivas, que dependem do prazo de aplicação, conforme tabela abaixo:

O IR incide sobre qualquer tipo de rendimento pago ao debenturista, seja ele decorrente de pagamento periódico de juros, alienação (venda) ou no vencimento.

O relatório mensal Você Investidor do mês de maio já está disponível aos assinantes. Nele, entrevistamos o  analista da Empiricus Max Bohm, que explica tudo o que você sempre quis saber sobre o universo das pequenas empresas, as chamadas microcaps. E diz em qual delas você pode investir agora.Eu apresento os critérios que você precisa levar em consideração na hora de selecionar (bons) títulos de renda fixa privados. E, amanhã, às 14 horas, realizarei uma monitoria (webinar) e tirarei as dúvidas dos assinantes sobre o tema. Enviaremos pela manhã um e-mail com os dados para acesso.

André Zara, editor da newsletter Criando Negócios, ainda mostra no relatório como atuar como consultor após a aposentadoria.

 

Exclusivo Assinantes PRO

 

1 – Indicação de debênture

2 – Qual tipo de remuneração escolher?

3 – Indicação de fundo de debêntures incentivadas

 

Ficou com dúvidas sobre o assunto de hoje? Envie-as para walter.poladian@criandoriqueza.com.br que irei selecionar algumas para responder em futuros textos.

Um abraço e bons investimentos!

Walter

 

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