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Depois de amargarmos onze pregões consecutivos de queda para o Ibovespa, começamos a virar o humor para cinco ou seis pregões consecutivos de alta.
Ao início dessa série, negociávamos em 178 mil pontos, e agora estamos definitivamente de volta ao jogo.
Sempre vivendo um dia de cada vez, mas com algum grau renovado de esperança em vista, graças ao repique recente.
Na vida, e também na vida financeira, não são raras as situações em que a derivada importa mais do que o nível.
Verdade, mas de onde veio esse rebote inusitado, logo depois de um mergulho depressivo?
Bem, sob uma ótica mais técnica, pode se dizer que batemos em um fundo de mercado. Mesmo diante da ausência de gatilhos tangíveis, o valuation excessivamente descontado da Bolsa brasileira foi capaz de falar por si.
Já os mais otimistas – dentre os quais me incluo – dirão que os gatilhos ressuscitaram, ainda que de forma inicialmente tímida.
Lá fora, voltamos a falar em debasement trade e em acordo com o Irã. As teses de IA continuam atrativas, mas passam a pedir diversificação mesmo aos seus maiores entusiastas. E os trades táticos com criptomoedas voltam a chamar atenção, com destaque para carteiras de momentum com controle de risco.

Aqui dentro, o IPCA-15 bem abaixo acaba de mostrar que estamos grávidos de um IPCA negativo em agosto, depois de muito tempo, e com elementos qualitativos importantes no que diz respeito à desinflação prospectiva.
E, também aqui dentro, a corrida eleitoral passa a ficar um pouco mais pró-mercado, qualquer que seja a polarização escolhida.
Aliás, um dos principais achados da última Pesquisa Nexus foi justamente um movimento reativo de anti-polarização, em que os “não polarizados” cresceram 2 pontos percentuais, enquanto os anti-Lula e os anti-Bolsonaro registraram quedas.
De repente, vemos todas as candidaturas, da esquerda à direita, obrigadas a falar sobre soluções para o problema fiscal…
Eu sei, talvez esteja ainda muito longe daquilo que você considera o ideal, e certamente está longe do meu sonho. Mas às vezes precisamos começar com bem menos do que um ideal para poder chegar lá.