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Investimentos

Amazon (AMZO34): inteligência artificial ‘trabalhou’ para ‘encher o bolso’ do investidor no 1T26; veja se vale a pena investir na ação agora

Depois dos altos investimentos na AWS, a principal expectativa do mercado com os resultados da Amazon (AMZO34) no 1T26 era com os números da divisão de cloud

Por Enzo Pacheco, CFA

30 abr 2026, 15:32

Atualizado em 30 abr 2026, 15:32

amazon (amzo43); temporada de resultados; inteligência artificial

Imagem: ChatGPT

Na quarta-feira (29), depois do fechamento do pregão, a Amazon (B3: AMZO34 | Nasdaq: AMZN) divulgou os balanços do primeiro trimestre do ano.  

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Os números surpreenderam positivamente, com o retorno dos altos investimentos em AWS, serviço de nuvem, sendo principal fator de atenção dos investidores o maio destaque.

Como foi o 1T26 da Amazon (AMZO34) em números?

No período, a receita da “Loja de Tudo” totalizou US$ 181,5 bilhões, um aumento de 17% em relação ao mesmo período de 2025. Em relação às linhas de negócio, o maior segmento da companhia, América do Norte, reportou vendas de US$ 104,1 bilhões, 12% maior na comparação anual.

As operações Internacionais também tiveram um bom trimestre. No período, a receita de US$ 39,8 bilhões, representa uma alta de 19% em relação a um ano atrás (+11% excluindo a variação cambial). Já a frente da AWS segue sendo o maior vetor de crescimento, com vendas de US$ 37,6 bilhões no período, aumento de 28% quando comparado com o mesmo período do ano anterior.

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Esse ritmo de crescimento é mais de 10 pontos percentuais do que o reportado no 1T25, e representa um aumento de 4 pontos percentuais pelo segundo trimestre consecutivo nessa linha. Isso dá um certo alívio aos investidores de que esses investimentos, pelo visto, estão sendo devidamente rentabilizados.

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O lucro operacional somou US$ 23,9 bilhões, um crescimento de 30% na base anual, representando uma margem de 13,2% (+1,3 ponto percentual vs. 1T25). O desempenho foi puxado principalmente pelas operações da AWS, com lucro operacional de US$14,2 bilhões, ou quase 60% do total. No trimestre, essa linha de negócio apresentou uma margem de 37,7%, valor 1,7 ponto percentual menor do que um ano atrás, devido aos altos investimentos feitos no negócio.

Já as operações da América do Norte e Internacional, reportaram lucros de US$ 8,3 bilhões e US$ 1,4 bilhão, respectivamente. Apesar de representaram as menores partes do resultado vem melhorando suas margens, que encerraram o período nos 7,9% (+1,6 p.p.) e 3,5% (+0,5 p.p.).

Na linha final, o lucro líquido do trimestre totalizou US$ 30,3 bilhões, ou US$ 2,78 por ação, um aumento de 75% na comparação anual. Importante salientar, contudo, que esse valor engloba o reconhecimento de ganhos (antes de impostos) de quase US$ 17 bilhões no investimento da companhia na Anthropic (dona do Claude). 

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Os ótimos números também resultaram em uma maior geração de caixa do negócio, hora de comprar AMOZO34?

O fluxo de caixa operacional nos doze meses encerrados em março totalizou US$148,5 bilhões, um aumento de 30% comparado com o mesmo período em 2025. Porém, quase a totalidade desses recursos foram direcionados para novos investimentos, com o fluxo de caixa livre dos últimos doze meses totalizando apenas US$1,2 bilhão, comparado com US$25,9 bilhões ao final do 1T25.

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De toda forma, os resultados mostram a manutenção da estratégia de alocação de capital no longo prazo, à medida que AWS começa a surpreender positivamente o mercado. Isso reforça nossa tese de investimento na companhia, que deve seguir como uma das principais líderes no segmento de computação em nuvem.

Negociada a um múltiplo Preço/Lucro projetado de cerca de 28,8x (abaixo da média dos últimos cinco anos) e considerando o crescimento consistente dos resultados, mantemos a recomendação de compra para Amazon (B3: AMZO34 | Nasdaq: AMZN) nas carteiras internacionais da casa.

Administrador pela Universidade Federal do Espírito Santo com pós-graduação em Operador de Mercado Financeiro pela FIA, Enzo Pacheco atua desde 2017 com análise de investimentos nos mercados internacionais. Hoje, é responsável pela série MoneyBets, voltada para os investidores brasileiros que querem expandir as fronteiras dos seus portfólios. Possui certificações CFA e CNPI.