Imagem: iStock/ hapabapa
Na quarta-feira (29), à noite, a Alphabet (B3: GOGL34 | Nasdaq: GOOGL) divulgou seus resultados do primeiro trimestre de 2026. Os números vieram melhores do que o esperado, e a performance acima das expectativas da parte de computação em nuvem animou os investidores.
Veja os números da Alphabet no 1T26
No trimestre a receita da companhia foi de US$ 109,896 bilhões, valor 22% (+19%, desconsiderando câmbio) maior do que o reportado no mesmo período de 2025.
Analisando por linha de negócio, a parte do Google Services (que engloba a ferramenta de busca, anúncios de YouTube e assinaturas) reportou vendas de US$ 89,637 bilhões, alta de 15% na comparação anual.
Já o Google Cloud apresentou forte aceleração em relação aos resultados recentes, com receita de US$ 20,028 bilhões, aumento de 64% ante um ano atrás. Para se ter uma ideia, no último resultado essa linha tinha apresentado aumento de menos de 50%, mostrando que ela tem ganhado tração com suas ofertas de produtos e serviços.
O lucro operacional no trimestre foi de US$ 39,696 bilhões, valor quase 30% maior em relação ao 1T25 e o que equivale a uma margem de 36%, 2 pontos percentuais acima do reportado um ano atrás.
E o grande vetor de melhora nesse indicador foi, mais uma vez, a parte de Cloud.
Enquanto o Google Services manteve sua alta lucratividade, com lucro operacional de US$ 40,589 bilhões (+24% vs. 1T25) e uma margem 45% (+3 p.p.), o Google Cloud mais do que triplicou seu resultado, reportando um lucro de US$ 6,598 bilhões, o equivalente a 33% (+14 p.p.) de margem.
O lucro líquido da Alphabet totalizou US$ 62,578 bilhões, ou US$ 5,11 por ação, um crescimento de 82% na comparação anual.
Só que, assim como outras Big Techs, a Alphabet reportou um ganho contábil de quase US$ 37 bilhões com investimentos em outras companhias, o que acabou impactando positivamente a linha final do resultado.
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Companhia anunciou aumento nos investimentos
Assim como outras gigantes de tecnologia, a direção aumentou marginalmente os investimentos esperados para o ano – aumentando o intervalo de US$ 175 bilhões a US$ 185 bilhões para US$ 180 bilhões a US$ 190 bilhões –, mas que não foi o suficiente para deixar os investidores preocupados, considerando os números reportados.
Interessante notar que, até pouco tempo atrás, muitos afirmavam que o surgimento de ferramentas de IA colocaria o negócio da Alphabet em risco. Mas não é isso que temos visto.
A linha Google Services, por exemplo, viu a parte do Search aumentar a receita em 19%, enquanto os anúncios no YouTube cresceram vendas em 11%.
Obviamente, grande parte da empolgação na tese está ligada ao Google Cloud, que encerrou o trimestre com contratos somando mais de US$ 460 bilhões, quase dobrando o total em relação ao quarto trimestre de 2025.
E boa parte desses valores está ligado as soluções de IA. Segundo a direção, os modelos proprietários da companhia, como o Gemini, já estão processando mais de 16 bilhões de tokens por minutos, 60% maior do que o apresentado no trimestre anterior.
E os investidores viram que difícil apostar com uma empresa como a Alphabet. Dentre as Big Techs que reportaram na quarta (29), ela foi a que teve a melhor performance, com suas ações se valorizando mais de 7% no dia seguinte.
Ainda dá tempo de investir na Alphabet?
Sendo a melhor Big Tech dos últimos doze meses, com alta de mais de 140% nesse ínterim, difícil considerar a ação da Alphabet (B3: GOGL34 | Nasdaq: GOOGL) uma barganha nos preços atuais.
Mas com um ecossistema único, entendo que a companhia pode continuar surpreendendo nos próximos meses, atentando-se ao tamanho da posição no momento atual.
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