As melhores ações para investir em abril de 2021: veja 4 indicações de Felipe Miranda, Max Bohm e Rodolfo Amstalden

Sugestões incluem empresas que estão prontas para lucrar com o e-commerce, energia eólica e ação que foi penalizada injustamente pelo mercado; confira
As melhores ações para investir em abril de 2021: veja 4 indicações de Felipe Miranda, Max Bohm e Rodolfo Amstalden

Sempre é hora de comprar ações. Mas em momentos de alta volatilidade dos mercados como o que estamos vivendo, é ainda mais imprescindível manter os ativos certos na carteira.

A Bolsa de Valores terminou o mês de março com alta de 6%. Esse é o resultado do Ibovespa, o principal índice de ações do Brasil, considerado a média do mercado. O retorno de cada investidor depende das ações que ele têm na carteira. A Empiricus defende a diversificação de investimentos, com a manutenção de uma carteira de ações, fundos imobiliários, títulos de renda fixa e proteções, como dólar e ouro.

Mas quais são as melhores ações para comprar em abril?

Neste artigo, você vai entender:

  • Quais são as melhores ações para investir em abril?
  • B3 (B3SA3), por Felipe Miranda
  • Stone (STNE), por Rodolfo Amstalden
  • WEG (WEGE3), por Rodolfo Amstalden
  • Totvs (TOTS3), por Max Bohm

Quais são as melhores ações para investir em abril?

A Empiricus mantém uma equipe de cerca de 40 analistas em busca constante das melhores oportunidades de investimento para recomendar aos seus 400 mil assinantes. Neste artigo, vamos divulgar, gratuitamente, as quatro melhores ações para investir em abril de 2021, que os nossos analistas indicam como promissoras para se ter no portfólio.

A Empiricus mantém uma equipe de cerca de 40 analistas em busca constante das melhores oportunidades de investimento para recomendar aos seus 400 mil assinantes. Neste artigo, vamos divulgar, gratuitamente, quatro ações (e suas teses) que os nossos analistas indicam como promissoras para se ter no portfólio em abril de 2021.

B3 (B3SA3), por Felipe Miranda

A Bolsa de Valores brasileira, a B3, se beneficiou do cenário macroeconômico brasileiro nos últimos anos. A queda estrutural dos juros no Brasil incentivou a migração da renda fixa para investimentos mais atrativos, como ações, FIIs e criptomoedas.

A B3 bateu três milhões de CPFs registrados em 2020, um crescimento de 82,37% em relação a 2019. Além de novos investidores, a bolsa também ganhou mais empresas listadas.

Tudo isso é muito positivo para a B3 como companhia, pois, cada vez que alguém compra e vende uma ação ela recebe taxas e, da mesma forma, ela também ganha dinheiro com os IPOs (oferta pública inicial de ações) — quando uma empresa capta dinheiro na bolsa, ela paga uma “comissão” para a B3.

Esse movimento levou a B3 a alcançar uma receita de R$ 9,3 bilhões em 2020 (crescimento de 41,8% em relação a 2019). Além disso, houve uma enorme alta no lucro líquido da companhia, que atingiu R$ 4,1 milhões (53% maior que em 2019).

Esse valor foi, em grande parte, devolvido para os acionistas por meio de uma distribuição extraordinária de dividendos referente ao ano de 2020, que bateu a casa de R$ 1,18 bilhão.

Não obstante, a entrada de novos investidores na Bolsa segue com força total em 2021: só em janeiro, acompanhamos a chegada de mais de 370 mil novos CPFs à B3.

Apesar do avanço expressivo, ainda há muito espaço para crescer. No Brasil, os investidores da Bolsa representam menos de 2% da população adulta, número que chega a 55% nos Estados Unidos. Para o Felipe Miranda, o Brasil deve passar por um financial deepening — um processo estrutural de democratização do acesso a produtos e serviços financeiros mais sofisticados, como o investimento em ações  — e a B3 vai surfar essa onda.

A chegada de mais investidores na Bolsa brasileira, aliada à uma política de juros baixos, que reduz a atratividade da renda fixa, indicam uma boa e duradoura avenida de crescimento para a ação da B3 (B3SA3). A B3 é a única Bolsa de Valores do país e as chances de ela ter um competidor relevante no Brasil ainda são baixas.

É por isso que essa ação é considerada uma Oportunidade de Uma Vida pelo Felipe Miranda. Se você quiser saber mais sobre a história das Bolsas de Valores (e o motivo pelo qual elas têm esse nome), as linhas de negócio da B3 e a própria tese da companhia, veja este artigo para ter certeza se vale a pena virar sócio da B3.

Além da B3, o Felipe Miranda indica outras 21 ações com que são Oportunidades de Uma Vida, a sua seleção de ações com maior potencial de multiplicação de capital (saiba mais aqui).

Stone (STNE), por Rodolfo Amstalden

O Rodolfo Amstalden, sócio-fundador da Empiricus que lidera a carteira PRP®,   destaca, categoricamente, que “de todas as empresas presentes na Carteira PRP®, nenhuma conta com uma natureza de crescimento tão exponencial quanto a Stone (Nasdaq: STNE)”.

A Stone é uma fintech criada em  2012 e compete em um mercado de gigantes: o de adquirência, ou seja, as “maquininhas” de cartões. Só que naquela época os bancões dominavam esse mercado e conseguir clientes e escalar a operação era uma missão dificílima.

Para que a empresa desse certo, só tinha um caminho: fazer o que a concorrência não fazia.

A estratégia adotada foi atender áreas negligenciadas, como as pequenas e médias cidades do Brasil. Assim, conseguiam entregar a qualidade oferecida nos grandes centros urbanos para o país inteiro.

O nome do jogo da Stone era democratização dos serviços de adquirência, que acabava corroendo a exclusividade dos bancões e grandes negócios enquanto mergulhava de cabeça na vida dos informais, pequenos e médios negócios.

Apenas para deixarmos a eficiência da estratégia da empresa bem tangível, devemos ressaltar que os lucros da Cielo, uma das suas principais concorrentes, caiu de cerca de R$ 4 bilhões em 2018 para cerca de R$ 490 milhões em 2020.

A Stone (STNE) carrega os principais fatores que nos levam a indicar uma ação: uma diretoria que dá conta do recado, mercado endereçável enorme, capacidade exponencial intrínseca ao modelo de negócios tecnológico e, acredite se quiser, é uma fintech que dá lucro trimestre a trimestre.

No entanto, tem mais por aí: a oportunidade de investimento ficou ainda mais escancarada este mês, tornando-se uma das melhores ações para abril de 2021.

Os resultados do quarto trimestre de 2020 nos mostram que o market share em adquirência cresceu para 9,1% ao final de 2020 (contra 7% ao final de 2019). Ou seja, a Stone continua conquistando o espaço dos incumbentes e crescendo em sua base de clientes.

Além disso, todas as métricas que o Rodolfo segue de perto tiveram excelentes performances... mas estavam abaixo do consenso dos analistas americanos (as ações da Stone são listadas nos EUA).

Ele explica que “lá fora, a coisa é mais aguda: o mercado é extremamente sensível às estimativas feitas pelos analistas”. 

Fonte: Bloomberg | Elaboração: Empiricus

Assim, o papel foi punido com uma desvalorização que bateu 33% em março (há uma colaboração do adiamento do balanço de Linx, adquirida da Stone, também), ainda que tenha apresentado ótimos resultados:

A tese e o progresso da companhia, no entanto, continuam inalterados, ou seja, robustos e com alto potencial: “a mensagem geral que a Stone transmitiu ao mercado é a de que 2021 começou muito forte, e eles esperam que o ano tenha um ritmo de crescimento ainda melhor que o segundo semestre de 2020”, diz Rodolfo.

Trata-se, portanto, de uma baixa que abre a oportunidade para a compra do papel ou aumento da posição nessa ação em abril de 2020.

Você pode comprar STNE por meio de uma corretora que dê acesso ao mercado internacional (a Empiricus recomenda a Avenue Securities). Se você está interessado em descobrir mais sobre a trajetória da empresa de maquininhas (e o “mineiro” que tocou o sino do IPO) e os fundamentos da tese, leia os detalhes sobre as ações da Stone aqui aqui.

Você pode saber mais sobre a proposta do Carteira PRP® neste link. Caso queira investir com um clique em todas as ideias do Rodolfo Amstalden, a corretora Vitreo oferece um fundo de investimento inspirado na carteira PRP®.

WEG (WEGE3), por Rodolfo Amstalden

Além da Stone, o Rodolfo abriu mais uma ação da sua carteira. Trata-se da WEG, um dos cases mais bem-sucedidos da bolsa brasileira e que, na visão do Rodolfo, ainda pode trazer alegrias aos investidores.

A WEG surgiu em 1961, com o propósito de criar motores elétricos no Brasil. No entanto, com a prosperidade da empresa, a gestão decidiu internacionalizar as fontes de receita e entrar em novos mercados, como o de tintas industriais e vernizes. Atualmente, a WEG é uma das maiores companhias listadas na Bolsa de Valores, com um valor de mercado de R$ 150 bilhões.

Esse sucesso todo, aliás, foi compartilhado com os seus investidores: quem comprou WEGE3 há vinte anos viu R$ 1.000 se transformar em R$ 320.000 e, assim, participou de uma das maiores multiplicações de patrimônio da Bolsa de Valores.

Mas o que exatamente faz a WEG?

Há quatro linhas de negócio que guiam as operações da WEG:

  1. Equipamentos eletroeletrônicos industriais (painéis elétricos e transformadores);

  2. Geração, transmissão e distribuição de energia (alternadores, placas de energia, motores de turbina);

  3. Motores comerciais; e

  4. Tintas e vernizes.

Então, é só comprar muito WEGE3 e ser feliz? Bom, não é bem assim...

O problema da WEG é que o mercado já percebeu a qualidade dos seus ativos e, dessa forma, já os trata como ações premium. Ou seja, aceita negociá-los em múltiplos verdadeiramente exorbitantes. Em bom português: a WEG é uma ação cara.

No entanto, o Rodolfo percebeu uma via de crescimento que o mercado ainda não precificou. Trata-se do mercado de energia renovável, que caminha para se tornar o futuro do mercado energético diante das pressões ambientais. A tendência é que haja, em alguns anos, uma migração massiva para fontes de energia menos agressivas ao planeta.

A grande questão é que a WEG está muito bem posicionada para surfar nessa tendência estrutural: a empresa produzirá a maior parte das turbinas para as novas plantas solares e eólicas do Brasil.

Além disso, ela já conta com uma ampla gama de produtos e soluções que vão desde motores elétricos (para praticamente todos os segmentos industriais e domésticos) até equipamentos para o setor elétrico (geradores, turbinas, painéis e transformadores).

A empresa não está se preparando para o futuro, como algumas outras. Ela praticamente está esperando o futuro chegar, pronta, para ele.

Por fim, a observação histórica nos mostra outra vantagem de WEGE3: a gigante distribui mais de 50% do seu lucro em dividendos.

Possuindo pilares robustos, com uma diretoria que se provou absurdamente competente nas últimas décadas e pronta para lucrar com as novas tendências energéticas do futuro, o Rodolfo recomenda que você compre as ações da WEG (WEGE3).

A visão dele é de que o papel vale até R$ 100, considerando suas novas vias de crescimento. Para saber mais sobre as ações da WEG antes de se tornar sócio dela, leia este artigo.

Totvs (TOTS3), por Max Bohm

A última sugestão de ações para abril de 2021 é Totvs (TOTS3). Fundada em 1983, a empresa leva softwares de gestão empresarial para empresas de pequeno e médio porte, por meio das suas duas linhas de negócio: a de tecnologia, seu core business, responsável por 96% da receita; e a de produtos de crédito, já responsável por 4% da receita da companhia.

A história de crescimento da Totvs foi pautada em muitas fusões e aquisições pelo caminho. Estamos falando de uma verdadeira consolidadora do mercado de softwares e, agora, ela atacou novamente.

Em março, a Totvs comprou a RD Station por R$ 1,8 bilhão. O movimento se encaixa perfeitamente no objetivo da Totvs, que deseja avançar na frente de Business Performance e, assim, adquiriu a “empresa líder de marketing digital no Brasil”, pontua Max.

Só que o mercado não gostou por achar que o preço da compra foi salgado. Houve pressão em TOTS3 assim que a notícia surgiu. No entanto, o Max fez as contas e entende que o preço pago foi adequado e pode destravar muito valor para a big tech brasileira.

A análise de Max revelou que a RD Station não é qualquer ativo: a companhia detém mais de 25 mil clientes em mais de 20 países, além de crescer mais de 40% ao ano desde 2016 (frente a 30% do principal concorrente, HubSpot).

Só que HubSpot negocia a 17,6x sua receita para 2021, enquanto a Totvs pagou 10x a receita da RD Station. Assim, considerando o valor que a companhia entrega, o preço de compra foi justificado.

Aliando essa brecha do mercado com o fato de que “há um verdadeiro oceano de crescimento para o setor de e-commerce nos próximos dez anos” (em que a Totvs está, com a aquisição, bem posicionada), pontua Max, percebemos que o preço justo por TOTS3, agora, é outro.

As contas do nosso analista indicam que o preço justo de TOTS3 é de R$ 38 (neste momento em que escrevo este artigo, a ação vale cerca de R$ 30). Estamos falando, portanto, de um potencial de valorização de quase 30%.

Por esses motivos, o Max Bohm sugere a compra de TOTS3. Se você quer entender mais sobre a possibilidade de virar sócio dela, é só clicar aqui.

As ações da Totvs (TOTS3) fazem parte da série As Melhores Ações da Bolsa, que você pode conhecer melhor aqui. Além disso, agora é possível investir em todas as ideias do Max Bohm com um clique por meio do fundo de investimento da Vitreo inspirado na carteira As Melhores Ações da Bolsa.