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Investimentos

Eneva (ENEV3): mais forte e diversificada no 1T26; veja o que mais se destacou no resultado da elétrica

Os resultados do 1T26 da Eneva trouxe crescimento nas linhas mais importantes da companhia elétrica. Confira.

Por Ruy Hungria

18 maio 2026, 16:45

Atualizado em 18 maio 2026, 16:45

eneva energia enev3

Imagem: iStock.com/ultramansk | Edição CanvaPro

A Eneva (ENEV3) apresentou resultados com crescimento nas linhas mais importantes, ajudado por maiores despachos e contribuição dos novos segmentos.

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Como cada usina da Eneva desempenhou no 1T26

O Complexo Parnaíba (que contempla as usinas Parnaíba I – VI) mostrou crescimento de 26,6% no ebitda, que atingiu R$ 322 milhões, com a necessidade de maiores despachos para atender a demanda de energia do sistema.

Com despachos praticamente estáveis na comparação anual, a UTE Jaguatirica II teria apresentado um ebitda em linha com o do ano anterior. No entanto, o número foi ajudado por um ganho não recorrente de R$ 255,8 milhões, referente a um acordo com empresas responsáveis pela construção da usina. Com isso, o ebitda do ativo aumentou 207%, para R$ 381,4 milhões.

O segmento de upstream, que envolve as atividades de exploração e produção de gás, mostrou forte expansão de 298% do ebitda, que atingiu R$ 156,3 milhões, em função dos maiores despachos e, consequentemente, maior fornecimento de gás para as usinas.

No Hub Sergipe, que engloba a usina Porto Sergipe I e o segmento de comercialização de gás on-grid, o ebitda apresentou evolução de 20,7%, para R$ 637,5 milhões, reflexo de maiores despachos e receita fixa em Porto Sergipe I, além de novos contratos e melhores margens na comercialização de gás on-grid.

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No segmento de geração a gás com combustível de terceiros (que considera as usinas a gás adquiridas em 2024), o ebitda recuou R$ 448 milhões, o que já era esperado dado que o contrato dessas usinas terminou entre dez/25 e jan/26. Vale ressaltar que boa parte das usinas têm novos contratos para início de geração a partir de julho/26 (caso da LORM) e agosto/26 (casos de LORM1, Viana I e Povoação 1).

No segmento de geração a carvão (Itaqui e Pecém II), o ebitda caiu -3,3%, para R$ 165,7 milhões, com custos de carvão mais do que compensando a alta dos despachos. Na geração a óleo (Geramar e Viana), o ebitda melhorou R$ 93milhões, com a antecipação do início dos contratos das usinas.

O segmento de geração solar continua impactado pelas restrições operacionais do regulador, o que explica o ebitda negativo de -R$ 5,4 milhões, em linha com o mesmo período do ano anterior.

A comercialização de gás off-grid (GNL para grandes clientes a partir da planta de liquefação no complexo Parnaíba) também mostrou evolução – aumento de 49% do ebitda, que chegou a R$ 82,5 milhões –, com melhorias operacionais na comparação com o 1T25, quando a planta ainda estava em fase de estabilização.

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O braço de comercialização de energia mostrou piora de R$ 50 milhões no ebitda, com marcação a mercado negativa de contratos de energia.

Resultado consolidado da Eneva

Por fim, o ebitda da holding (que concentra basicamente as despesas operacionais) fechou o trimestre em -R$ 99,8 milhões, leve piora na comparação anual, refletindo principalmente o aumento nas despesas com pessoal, em função do crescimento da companhia.

Considerando todos esses efeitos, o ebitda consolidado da Eneva cresceu 10,7%, para R$ 1,69 bilhão, impactado positivamente pelo aumento dos despachos nas usinas a gás e resultados positivos de comercialização a gás.

Com um resultado financeiro afetado por maior endividamento, mas menores gastos com imposto de renda, o lucro líquido atingiu R$ 635,7 milhões, marcando alta anual de 36%.

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Apesar de resultados em linha com as expectativas, os números mostraram ótimo crescimento e reforçam a combinação de bom momento operacional e setorial para a Eneva, que segue com recomendação de compra pela Empiricus Research.

Bacharel em Física formado na Universidade de São Paulo (USP), possui MBA de Finanças na Fipe e iniciou a carreira no mercado financeiro em 2011, na própria Empiricus Research. Está à frente da série da casa focada em opções desde 2018, além de contribuir na elaboração e decisões de investimentos nas séries da Empiricus focadas em microcaps e dividendos, além de fazer o acompanhamento de companhias de diversos setores, com mais foco em Utilities e Oil & Gas. Desde o início de 2020 é colunista do portal Seu Dinheiro.