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A Eneva (ENEV3) apresentou resultados com crescimento nas linhas mais importantes, ajudado por maiores despachos e contribuição dos novos segmentos.
Como cada usina da Eneva desempenhou no 1T26
O Complexo Parnaíba (que contempla as usinas Parnaíba I – VI) mostrou crescimento de 26,6% no ebitda, que atingiu R$ 322 milhões, com a necessidade de maiores despachos para atender a demanda de energia do sistema.
Com despachos praticamente estáveis na comparação anual, a UTE Jaguatirica II teria apresentado um ebitda em linha com o do ano anterior. No entanto, o número foi ajudado por um ganho não recorrente de R$ 255,8 milhões, referente a um acordo com empresas responsáveis pela construção da usina. Com isso, o ebitda do ativo aumentou 207%, para R$ 381,4 milhões.
O segmento de upstream, que envolve as atividades de exploração e produção de gás, mostrou forte expansão de 298% do ebitda, que atingiu R$ 156,3 milhões, em função dos maiores despachos e, consequentemente, maior fornecimento de gás para as usinas.
No Hub Sergipe, que engloba a usina Porto Sergipe I e o segmento de comercialização de gás on-grid, o ebitda apresentou evolução de 20,7%, para R$ 637,5 milhões, reflexo de maiores despachos e receita fixa em Porto Sergipe I, além de novos contratos e melhores margens na comercialização de gás on-grid.
No segmento de geração a gás com combustível de terceiros (que considera as usinas a gás adquiridas em 2024), o ebitda recuou R$ 448 milhões, o que já era esperado dado que o contrato dessas usinas terminou entre dez/25 e jan/26. Vale ressaltar que boa parte das usinas têm novos contratos para início de geração a partir de julho/26 (caso da LORM) e agosto/26 (casos de LORM1, Viana I e Povoação 1).
No segmento de geração a carvão (Itaqui e Pecém II), o ebitda caiu -3,3%, para R$ 165,7 milhões, com custos de carvão mais do que compensando a alta dos despachos. Na geração a óleo (Geramar e Viana), o ebitda melhorou R$ 93milhões, com a antecipação do início dos contratos das usinas.
O segmento de geração solar continua impactado pelas restrições operacionais do regulador, o que explica o ebitda negativo de -R$ 5,4 milhões, em linha com o mesmo período do ano anterior.
A comercialização de gás off-grid (GNL para grandes clientes a partir da planta de liquefação no complexo Parnaíba) também mostrou evolução – aumento de 49% do ebitda, que chegou a R$ 82,5 milhões –, com melhorias operacionais na comparação com o 1T25, quando a planta ainda estava em fase de estabilização.
O braço de comercialização de energia mostrou piora de R$ 50 milhões no ebitda, com marcação a mercado negativa de contratos de energia.
Resultado consolidado da Eneva
Por fim, o ebitda da holding (que concentra basicamente as despesas operacionais) fechou o trimestre em -R$ 99,8 milhões, leve piora na comparação anual, refletindo principalmente o aumento nas despesas com pessoal, em função do crescimento da companhia.
Considerando todos esses efeitos, o ebitda consolidado da Eneva cresceu 10,7%, para R$ 1,69 bilhão, impactado positivamente pelo aumento dos despachos nas usinas a gás e resultados positivos de comercialização a gás.
Com um resultado financeiro afetado por maior endividamento, mas menores gastos com imposto de renda, o lucro líquido atingiu R$ 635,7 milhões, marcando alta anual de 36%.
Apesar de resultados em linha com as expectativas, os números mostraram ótimo crescimento e reforçam a combinação de bom momento operacional e setorial para a Eneva, que segue com recomendação de compra pela Empiricus Research.