Imagem: Ike Stahlke/Sanepar
A Sanepar (SAPR11) divulgou resultados do primeiro trimestre de 2026 (1T26) abaixo das expectativas, mais uma vez atrapalhado por gastos acima das expectativas.
A receita líquida cresceu 7,8%, para R$ 1,95 bilhão, com impacto positivo da revisão tarifária de 3,7% e ligeiro crescimento de volumes de água e esgoto.
Excluindo os diversos efeitos não-recorrentes que afetam a base de comparação (o 1T25 teve impactos relevantes de provisionamento para PDV e relacionados ao precatório), as despesas cresceram aproximadamente 11% frente ao mesmo período do ano anterior, especialmente com energia elétrica, terceiros e provisões para contingências.
Com isso, o ebitda ajustado atingiu R$ 843 milhões, alta de 3,3% frente ao ano anterior, mas abaixo das estimativas do mercado.
Por fim, a Sanepar marcou um lucro líquido de R$ 353 milhões na última linha. A queda frente ao lucro de R$ 1,2 bilhão mostrado no 1T25 já era esperada, dado que aquele trimestre se beneficiou de vários impactos positivos relacionados ao precatório, no entanto, o mercado esperava que o lucro líquido ficasse um pouco mais perto de R$ 400 milhões.
Apesar de números abaixo das expectativas, entendemos que o valuation descontado da Sanepar (0,75x RAB) mais do que reflete essa deficiência operacional e aumentam as chances de surpresas positivas, seja via melhora de resultados ou aumento das perspectivas de privatização.