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Nesta semana, o giro pelos fundos imobiliários traz atualizações aos cotistas sobre FIIs como Pátria Malls (PMLL11), TRX Real Estate (TRXF11), XP Malls FII (XPML11) e outros. Confira:
Alianza Trust Renda Imobiliária (ALZR11)
O ALZR11 aprovou a realização da 9ª emissão de até 40 milhões de cotas, em série única, sob rito de registro automático e destinada a investidores profissionais. A oferta poderá contar com lote adicional de até 25% e direito de preferência aos cotistas, além de direito de subscrição de sobras e de montante adicional, conforme os termos da oferta. O preço de emissão será definido pela gestora em ato específico, e as novas cotas terão os mesmos direitos das cotas já existentes.
Pátria Recebíveis Imobiliários (HGCR11), Pátria Log (HGLG11), Pátria Escritórios (HGRE11), Pátria Renda Urbana (HGRU11) e Pátria Malls (PMLL11)
Os fundos informaram que suas administradoras fiduciárias foram transferidas, com efeitos a partir de 1º de outubro de 2026, para a Genial Investimentos Corretora de Valores Mobiliários S.A., no âmbito da reorganização societária do Grupo Genial, com dispensa de assembleia pela CVM. Com a alteração, o novo administrador passa a atuar também como escriturador dos fundos. A mudança não altera os direitos das cotas nem o crédito dos rendimentos, e nenhuma providência é exigida dos cotistas.
Pátria Malls (PMLL11)
O PMLL11 aprovou, em assembleia geral extraordinária, a aquisição e/ou alienação de ativos conflitados com partes ligadas ao gestor, observados os critérios de elegibilidade e o limite máximo de 25% do patrimônio líquido por operação.
Foi aprovada também a substituição do atual administrador pelo APEX Group Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., com a consequente alteração do regulamento e a transferência da administração fiduciária, custódia, escrituração, controladoria, tesouraria e processamento de ativos na abertura do mercado de 18 de novembro de 2026. Ficaram ratificados todos os atos e operações praticados pelo atual administrador até a data de transferência.
RBR Rendimento High Grade (RBRR11)
O fundo informou a prorrogação, a pedido da gestora e de cotistas, do prazo de manifestação da consulta formal enviada em 21 de agosto de 2026 para 23 de outubro de 2026. Com o envio de nova carta-consulta, a convocação anterior fica cancelada, os votos já recebidos permanecem válidos e os demais termos da consulta seguem inalterados.
Adicionalmente, o fundo reconvocou AGE por consulta formal para deliberar sobre a dissolução e liquidação, mediante alienação da totalidade dos ativos ao PCIP11 pelo valor patrimonial contabilizado no balanço na data da alienação, com subscrição e integralização de cotas do PCIP11 emitidas em oferta destinada a essa finalidade. A liquidação poderá ocorrer mediante entrega aos cotistas de cotas do PCIP11 e/ou moeda corrente, após o pagamento das despesas, e a aprovação exige maioria dos votantes representando no mínimo 25% das cotas emitidas.
A votação fica aberta até 23 de outubro de 2026, com resultado até 26 de outubro de 2026, e, se aprovada, as cotas do RBRR11 serão bloqueadas para negociação na B3 até a liquidação.
Rec Recebíveis Imobiliários (RECR11)
O RECR11 anunciou o encerramento do período de exercício do direito de preferência de sua 13ª emissão de cotas, com a subscrição de 12.789 novas cotas. Restam 4.593.211 novas cotas, equivalentes a R$ 408,8 milhões, disponíveis para o direito de subscrição de sobras, que poderá ser exercido a partir de 22 de outubro de 2026, com liquidação prevista para 29 de outubro de 2026.
TRX Real Estate (TRXF11)
O TRXF11 informou a rescisão do compromisso de venda de três imóveis locados ao Grupo Pão de Açúcar, localizados em São Paulo (Vila Mariana e Casa Verde) e em São Caetano do Sul (SP). A operação, anunciada em 7 de agosto de 2026, estava condicionada à confirmação de viabilidade e à superação de condições precedentes, que não foram verificadas.
Adicionalmente, o fundo concluiu investimento de R$ 250,0 milhões em CRI lastreado no desenvolvimento de galpão logístico em Campinas (SP), locado ao Mercado Livre na modalidade built to suit e ainda em construção. Durante as obras, o CRI será remunerado a 8,5% ao ano, corrigido pelo INCC, com desembolso até julho de 2028.
Após a entrega da primeira etapa, prevista para outubro de 2027, o CRI passa a ser amortizado mediante dação em pagamento de cotas de classe com direito a 14,57% da propriedade do imóvel. O contrato de locação tem prazo de 16 anos a partir da entrega, com cláusula de não revisional e penalidade por rescisão antecipada equivalente ao saldo integral.
O fundo anunciou ainda a implementação de programa de recompra de cotas a partir de 3 de novembro de 2026, com duração de até 12 meses, isto é, até 19 de outubro de 2027. Poderão ser recompradas até 9.591.509 cotas, equivalentes a 10% das cotas existentes, a preço de mercado na B3, desde que inferior ao valor patrimonial do dia útil anterior, com cancelamento imediato após a liquidação.
A corretora intermediária será a Mirae Asset e o programa é facultativo, podendo ser suspenso ou encerrado a qualquer tempo, tratando-se do primeiro programa de recompra do fundo nos últimos três exercícios sociais.
Por fim, o TRXF11 contratou a Suno S.A. como formador de mercado das cotas em circulação, com prazo de 12 meses, para fomentar a liquidez das cotas na B3.
Vectis Juros Real (VCJR11)
O VCJR11 aprovou, em AGE, sua reorganização por meio da alienação da totalidade dos ativos da carteira ao PCIP11 pelo valor patrimonial, da subscrição e integralização de cotas do PCIP11 com os recursos da alienação e da substituição da atual administradora, custodiante e escrituradora pela APEX Group DTVM, com previsão de taxa de administração extraordinária de R$ 100 mil.
A operação também inclui a posterior dissolução e liquidação do fundo, a ser realizada após a conclusão das etapas anteriores, com entrega aos cotistas das cotas do PCIP11 e/ou de moeda corrente nacional.
XP Malls FII (XPML11)
O XPLM11 concluiu a alienação de 16,99% do Shopping Cidade Jardim (SP) ao JHSF Capital SCJ FII, após o cumprimento das condições precedentes, incluindo a aprovação do CADE. O valor base de R$ 454,0 milhões foi corrigido pelo IPCA até o fechamento, totalizando R$ 456,3 milhões.
A estrutura prevê R$ 273,8 milhões à vista, dos quais R$ 151,9 milhões pela assunção do saldo do CRI e R$ 121,9 milhões em dinheiro, além de duas parcelas de R$ 91,3 milhões em até 6 e 12 meses, corrigidas pelo IPCA. A gestão estima ganho de capital de cerca de R$ 133,3 milhões, ou R$ 2,07 por cota, além de redução da alavancagem de 15,6% para 13,1% do PL. Após a venda, o fundo passa a deter participação direta em 25 shoppings, com ABL própria de aproximadamente 265 mil m².
Adicionalmente, o fundo concluiu a aquisição, via Omni Malls, de 15% do direito real de uso do Shopping Metrô Boulevard Tatuapé e de 5% do Shopping Metrô Itaquera, ambos em São Paulo, junto ao Metrus, por R$ 70,9 milhões. O pagamento prevê R$ 40,7 milhões no fechamento, R$ 7,1 milhões em até 12 meses e R$ 23,1 milhões em até 24 meses, ambos corrigidos pelo CDI. Com a operação, a participação do fundo no Boulevard Tatuapé sobe de 15% para 30%. A gestão estima impacto operacional de cerca de R$ 7,4 milhões nos próximos 12 meses, ou aproximadamente R$ 0,11 por cota ao mês.