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O ambiente global segue sustentado por um viés mais construtivo, com o S&P 500 renovando máximas históricas diante da expectativa de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã, incluindo a possível extensão do cessar-fogo, o que também contribui para a estabilização do petróleo na faixa de US$ 96, bem abaixo dos picos recentes; ao mesmo tempo, os mercados globais operam em alta moderada, liderados pela Ásia, impulsionados por dados mais fortes da China (PIB de 5% no 1T26) e pela recuperação de índices como Nikkei (Japão) e Kospi (Coreia do Sul).
Ainda assim, o cenário permanece complexo, com tensões geopolíticas envolvendo o Estreito de Ormuz e possíveis impactos nas relações entre EUA e China, enquanto dados econômicos mistos, como consumo mais fraco na China e inflação mais elevada na Europa, e a agenda relevante nos EUA, incluindo indicadores de atividade e discursos do Fed, mantêm os investidores atentos aos próximos desdobramentos.
· 01:57 — Dados mistos de atividade
No Brasil, depois de uma sequência expressiva de altas, o Ibovespa finalmente passou por uma leve correção no pregão de ontem. Esse tipo de ajuste faz parte do processo e, longe de comprometer a tendência, costuma ser necessário para dar mais sustentação e saúde a um movimento positivo mais prolongado. No câmbio, o dólar parece ter encontrado um piso na região de R$ 4,99, embora o vetor externo continue apontando para uma fraqueza mais estrutural da moeda americana.
Na agenda doméstica, o mercado absorve a divulgação do IBC-Br de fevereiro. Após dados mais fracos de serviços e varejo, a proxy do PIB calculada pelo Banco Central veio ligeiramente acima do esperado, embora ainda mostre uma desaceleração em relação a janeiro. Em outras palavras, os indicadores seguem transmitindo sinais mistos. Ainda assim, esse quadro não deve alterar de forma relevante a trajetória da política monetária. A tendência é que o Banco Central siga com o ciclo de cortes da Selic, mas em um ritmo mais gradual do que se imaginava anteriormente, provavelmente com ajustes de 25 pontos-base.
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· 01:46 — Novo recorde
Nos Estados Unidos, o mercado acionário segue em forte momento, com o S&P 500 avançando 0,8% e registrando seu quinto recorde do ano, enquanto o Nasdaq subiu 1,6% e alcançou a melhor sequência em mais de dois anos, refletindo um ambiente de otimismo sustentado pela percepção de que o conflito no Golfo Pérsico está próximo do fim e pelo bom desempenho corporativo, com destaque para resultados acima do esperado de grandes bancos, como Bank of America e Morgan Stanley, além de revisões positivas de projeções por parte de mais da metade das empresas.
Ainda assim, apesar do impulso técnico e do suporte dos balanços, o cenário segue carregado de incertezas relevantes, incluindo a fragilidade do cessar-fogo, riscos geopolíticos, pressões domésticas como preços elevados de energia, tensões comerciais e até ruídos institucionais envolvendo o Federal Reserve, o que mantém parte dos investidores em postura cautelosa, mesmo diante da continuidade do rali.
· 02:39 — O tortuoso caminho para a paz
Teerã e Washington caminham para uma possível retomada das negociações e extensão do cessar-fogo, mas o cenário geopolítico segue longe de estabilização, especialmente após a decisão de Donald Trump de intensificar a pressão ao restringir o tráfego iraniano no Estreito de Ormuz, movimento que eleva o risco de disrupções mais amplas no fluxo global de energia.
O Irã já sinalizou que pode reagir caso o bloqueio persista, inclusive ameaçando ampliar as restrições em rotas estratégicas da região, o que evidencia o caráter frágil e potencialmente volátil da trégua atual. Ainda assim, a simples ausência de uma escalada imediata tem sido suficiente para sustentar uma leitura mais construtiva no curto prazo, embora o pano de fundo permaneça delicado e altamente dependente dos próximos passos diplomáticos.
· 03:24 — Uma estranha mudança de estratégia
A Allbirds anunciou uma mudança radical de estratégia, abandonando o foco em calçados sustentáveis para se reposicionar como uma empresa de infraestrutura de inteligência artificial. A proposta envolve captar cerca de US$ 50 milhões, mudar o nome para NewBirdAI e investir na compra de GPUs para alugá-las a empresas do setor. A reação do mercado foi imediata: as ações chegaram a disparar mais de 800% em um único dia, refletindo o entusiasmo dos investidores com qualquer exposição ao tema de IA, mesmo em companhias sem histórico no segmento.
Apesar da euforia, a iniciativa levanta dúvidas relevantes. A Allbirds não possui experiência na nova área e o volume de investimento é pequeno frente aos bilhões que players estabelecidos estão alocando no setor. Ainda assim, o movimento ilustra uma tendência mais ampla: empresas em dificuldades tentando se reposicionar para capturar o boom da inteligência artificial, repetindo dinâmicas já vistas em ciclos anteriores, como internet e criptomoedas. Em um ambiente de forte apetite por crescimento, o mercado parece disposto a premiar narrativas, ainda que, em alguns casos, a execução permaneça uma incógnita.
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· 04:11 — Avanço nos números
Com a manutenção do cessar-fogo no Oriente Médio e a expectativa de novas negociações entre Estados Unidos e Irã, a atenção dos investidores começa a se deslocar da geopolítica para fundamentos mais construtivos, como resultados corporativos e o avanço da inteligência artificial.
Nesse contexto, os números da TSMC reforçaram essa mudança de foco: a companhia reportou crescimento expressivo de lucro e elevou suas projeções, sinalizando que a demanda por IA segue robusta mesmo em meio às tensões globais. O movimento impulsionou as bolsas asiáticas, com destaque para Taiwan e Coreia do Sul, que passaram a liderar os ganhos recentes, refletindo o protagonismo do setor de tecnologia.
Esse reposicionamento do mercado sugere uma volta do apetite por risco, com investidores voltando a olhar além do conflito e enxergando oportunidades em ativos que foram penalizados no período de maior incerteza. Episódios recentes, como fortes altas em ações ligadas à narrativa de IA, reforçam esse ambiente mais construtivo, ainda que com traços de maior especulação. A leitura predominante é que, desde que o cessar-fogo se sustente, há espaço para continuidade da recuperação dos mercados, embora o cenário ainda dependa da evolução das negociações e dos riscos associados ao fornecimento global de energia.
· 05:08 — Os principais temas do mundo
Inauguramos ontem uma nova carteira automatizada concebida para capturar, de maneira prática e eficiente, os principais temas que hoje moldam a economia global. A carteira Empiricus Megatendências foi estruturada para acompanhar vetores de transformação de longo prazo, movimentos que transcendem oscilações conjunturais e têm potencial de redefinir mercados, setores e geografias inteiras ao longo do tempo.
A estratégia parte da identificação dessas grandes mudanças, sejam elas tecnológicas, geopolíticas ou econômicas, para construir uma alocação coerente em temas, regiões e segmentos com maior potencial de valorização estrutural. Tudo isso é implementado por meio de ETFs e BDRs negociados na bolsa brasileira, o que permite ao investidor acessar, em um único portfólio, uma exposição global, diversificada e de fácil execução.
O objetivo da estratégia é claro: buscar, em reais, um retorno superior ao IDCOTS +2%, uma referência internacional baseada na taxa livre de risco americana acrescida de um prêmio adicional. Para isso, a carteira adota uma abordagem de retorno absoluto, sem se limitar a uma única classe de ativos ou a um único cenário macroeconômico.
Na prática, isso significa combinar exposições a ações, renda fixa, commodities e criptoativos, distribuídas entre diferentes geografias, de modo a ampliar as fontes de retorno e reduzir a dependência de um único país, moeda ou ciclo econômico. Trata-se, portanto, de uma proposta que alia diversificação global a uma leitura estratégica dos grandes movimentos que devem influenciar os mercados nos próximos anos.
Ao optar pela versão automatizada da Megatendências, o investidor não acessa apenas uma tese de investimento, mas também uma solução completa de implementação e acompanhamento. A execução, os rebalanceamentos e os ajustes necessários ao longo do tempo passam a ser conduzidos de forma disciplinada, sistemática e profissional, preservando a coerência da estratégia mesmo em um ambiente global mais dinâmico e incerto. Em outras palavras, a carteira transforma a complexidade de investir em tendências estruturais globais em uma solução simples, acessível e alinhada aos objetivos de longo prazo, oferecendo uma forma eficiente de manter o portfólio exposto ao que realmente importa no mundo que está se formando.