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Nesta quarta-feira (12), a Moura Dubeux (MDNE3) divulgou seus resultados referentes ao 2T26, mantendo uma boa dinâmica financeira. Os números vieram ligeiramente acima das nossas estimativas, especialmente nas linhas finais.
Conforme antecipado na prévia operacional, a companhia lançou seis projetos, totalizando R$ 1,01 bilhão em VGV líquido (%MD), retração de 45,7% frente ao 2T25. No semestre, porém, os lançamentos somaram R$ 2,32 bilhões, crescimento de 2,5% na comparação anual.
Destaques do 2T26 da Moura Dubeux
As vendas e adesões líquidas atingiram R$ 1,02 bilhão, retração de 14,7% na comparação anual e praticamente estabilidade frente ao 1T26. O desempenho continuou sustentado principalmente pelos condomínios, que representaram 64% das vendas brutas na participação da companhia. A VSO trimestral ficou em 20,9%, enquanto o indicador em 12 meses permaneceu em patamar saudável, de 51,1%.
No âmbito financeiro, a receita líquida alcançou R$ 731 milhões, crescimento de 10% frente ao 2T25 e de 16,5% em relação ao trimestre anterior. A margem bruta atingiu 38,6%, expansão de 5,3 p.p. na comparação anual, enquanto a margem bruta ajustada chegou a 40,2%. Segundo a companhia, parte importante dessa evolução veio da maior contribuição do modelo de condomínio e do reconhecimento do fee de comercialização de terrenos dos projetos Casa Macedo, Moura Dubeux Plaza e Salvador 220.
O EBITDA ajustado alcançou R$ 179 milhões, alta de 34,7% frente ao 2T25, com margem de 24,5%, expansão de 4,5 p.p. na comparação anual. Por outro lado, as despesas comerciais e administrativas apresentaram crescimento relevante no período, refletindo, entre outros fatores, maiores gastos com comissões e expansão da estrutura da companhia.
Na última linha, o lucro líquido atingiu R$ 174 milhões, novo recorde trimestral e crescimento de 44,6% frente ao 2T25. Além do avanço operacional, o resultado foi favorecido por um resultado financeiro líquido positivo de R$ 34,7 milhões. A margem líquida alcançou 23,8%, enquanto o ROAE dos últimos 12 meses ficou em 28%.
MDNE3: evolução financeira e qualidade operacional
Em relação à estrutura de capital, a Moura Dubeux encerrou junho dívida líquida de apenas R$ 56 milhões, equivalente a 2,5% do patrimônio líquido. A companhia apresentou geração de caixa de R$ 27 milhões no trimestre, influenciado pela alienação de recebíveis, revertendo o consumo observado no 1T26.
De forma geral, os resultados do 2T26 reforçam a boa evolução financeira da Moura Dubeux, com expansão de margens e novo recorde de lucro. Mantemos uma leitura positiva sobre a qualidade operacional de MDNE3, que negocia a apenas 3,5 vezes os seus lucros projetados para 2027.