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Investimentos

Petrobras (PETR4) divulga resultados e dividendos abaixo das expectativas no 1T26; veja os motivos

Excluindo os eventos não recorrentes, o lucro líquido da Petrobras recuou 4,5% na comparação com o trimestre anterior, para US$ 4,5 bi

Por Ruy Hungria

12 maio 2026, 11:29

Atualizado em 12 maio 2026, 11:29

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Imagem: iStock/ Joa_Souza

A Petrobras (PETR4) divulgou resultados do primeiro trimestre de 2026 (1T26) abaixo das expectativas do mercado, impactados pelo atraso na precificação do petróleo exportado (mais sobre isso abaixo), efeito que deve ser normalizado já no próximo trimestre.

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No segmento de Exploração & Produção (E&P), o ebitda atingiu US$ 10,3 bilhões, alta de 8,9% frente ao 4T25, ajudado tanto pelo aumento da produção como também pelas cotações mais elevadas do petróleo – brent médio de US$ 80,6/barril no 1T26 ante US$ 63,9 no trimestre anterior, parcialmente compensados por um custo de extração (lifting cost) ligeiramente maior.

Apesar da melhora trimestral, o brent médio e consequentemente o ebitda ficaram abaixo das expectativas do mercado. Segundo a companhia, costuma haver um atraso entre os preços de referência e o preço negociado com clientes, de modo que a alta do brent costuma se traduzir em preços maiores de venda apenas semanas mais tarde, dependendo de cada negociação.

Ou seja, a alta do petróleo por conta do conflito que se iniciou no fim do 1T26 pouco influenciou os resultados deste trimestre, e terá efeitos bem mais claros no 2T26.

O segmento de Refino apresentou forte crescimento de 108% do ebitda frente ao 4T25, que chegou a US$ 3,8 bilhões, com margem de 17% (+9 p.p. vs 4T25). Esse número foi impactado positivamente por US$ 1,3 bilhão em função do efeito de valorização dos estoques, por conta da alta dos preços do petróleo e derivados no período. Mesmo sem esse efeito, o ebitda ainda teria mostrado expansão (+12%), refletindo maior produtividade do parque de refino.

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Por fim, o ebitda do segmento de Gás e Energia recuou 21,4%, para US$ 334 milhões, com o reconhecimento de receitas contratuais no 4T25 afetando a base de comparação.

Ebitda da Petrobras cresceu 27% no 1T26

No consolidado, o ebitda cresceu 27% t/t, para US$ 11,9 bilhões, ajudado pelos maiores preços de brent em E&P, efeito positivo de valorização de estoques no segmento de Refino e menores impairments na comparação com o 4T25. No entanto, o número ficou abaixo das estimativas, especialmente pelo atraso na precificação mencionado acima.

Impactado por esses efeitos e por um maior consumo de capital de giro, o fluxo de caixa livre atingiu US$ 3,9 bilhões, abaixo das expectativas, mas crescendo 7,5%, ajudado por um menor capex no período (US$ 5,1 bi no 1T26 vs US$ 6,3 bi no 4T25).

Dividendos da Petrobras também vieram abaixo das expectativas

Essa geração de caixa permitiu à companhia anunciar o pagamento de R$ 9 bilhões em dividendos (yield de 1,3%), abaixo das expectativas por conta dos impactos mencionados.

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Excluindo eventos não recorrentes, o lucro líquido recuou 4,5% vs 4T25 para US$ 4,5 bilhões, mas esse número deve melhorar nos próximos trimestres à medida que a companhia captura integralmente a alta do petróleo.

A Petrobras fechou o trimestre com endividamento líquido de US$ 62 bilhões, e uma relação dívida/líquida de 1,4x, que deve se comprimir com a melhora de resultados esperada.

PETR4: recomendação de compra

Apesar de um trimestre com números abaixo do esperado, vemos a Petrobras bem-posicionada para se aproveitar de preços de petróleo estruturalmente mais elevados.

Por menos de 3x valor da firma/ebitda e um dividend yield próximo a 10% esperado para 2026, Petrobras segue com recomendação de compra pela Empiricus Research.

Bacharel em Física formado na Universidade de São Paulo (USP), possui MBA de Finanças na Fipe e iniciou a carreira no mercado financeiro em 2011, na própria Empiricus Research. Está à frente da série da casa focada em opções desde 2018, além de contribuir na elaboração e decisões de investimentos nas séries da Empiricus focadas em microcaps e dividendos, além de fazer o acompanhamento de companhias de diversos setores, com mais foco em Utilities e Oil & Gas. Desde o início de 2020 é colunista do portal Seu Dinheiro.