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Dada a carteira de crédito de menor qualidade e as dificuldades macro impostas pelos juros elevados, o mercado já esperava resultados fracos de Santander no 2T26, mas o banco entregou números ainda abaixo das expectativas.
A carteira de crédito aumentou 5,8% na comparação anual, em linha com as expectativas, ajudada pela financeira e PMEs. No entanto, a receita total caiu 2,7% vs 2T25, para R$ 20,7 bilhões, com redução da Margem Financeira com Clientes impactada por custos de funding em função de juros elevados e um pior mix de crédito, além de uma queda de 1,9% nas receitas com serviços, especialmente com seguros (-4,8%), corretagem (-15%) e operações de crédito (-8%).
Além da queda na receita, o banco mostrou uma piora acentuada nas despesas com provisão, que vieram acima das estimativas – o resultado de PDD subiu 20,6%, para R$ 7,6 bilhões.
Apesar desse impacto, os índices de inadimplência se mantiveram praticamente estáveis na comparação com o 1T26, em 3,33% tanto nas categorias 15 – 90 dias como também acima de 90 dias, ainda que parte dessa estabilidade tenha ocorrido por uma mudança na metodologia.
O destaque positivo do trimestre foi o controle de despesas operacionais, que cresceram apenas 2,6% na comparação anual, bem abaixo da inflação. No entanto, isso não impediu a piora do índice de eficiência, que subiu 2,4 p.p., para 39,3%.
Com isso, o lucro operacional antes de impostos caiu 45%, para R$ 2,5 bilhões. O lucro líquido recuou menos, -20% na comparação anual, para R$ 3 bilhões, ajudado por um ganho na linha de impostos. Sem esse efeito positivo o resultado teria recuado ainda mais.
Resultados do 2T26 reforçam cautela com ações do Santander
Com um ROE de apenas 12,5% e um cenário que deve se manter desafiador, os resultados do 2T26 apenas reforçam a nossa cautela com o Santander.
Dado o histórico de execução, a operação de crédito “na mão” e perspectiva de bons resultados independente do macro, Itaú segue sendo o preferido da Empiricus entre os bancões.