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Investimentos

TSMC (TSMC34): números do 2T26 ampliam liderança da empresa no coração da inteligência artificial; veja análise 

Maior fabricante terceirizada de chips do mundo registrou números recordes no 2T26, reforçando visão construtiva sobre os papéis; entenda

Por Matheus Spiess

16 jul 2026, 13:08

Atualizado em 16 jul 2026, 13:08

TSMC, TSM, TSMC34, semicondutores

(Imagem: iStock.com/BING-JHEN HONG)

Os resultados da TSMC (B3: TSMC34 | NYSE: TSM), divulgados na manhã desta quinta-feira (16), reforçam a visão construtiva para o ciclo de semicondutores, apesar da reação negativa das ADRs listadas em Nova York no pré-mercado. A maior fabricante terceirizada de chips do mundo registrou números recordes para o 2º trimestre de 2026 (2T26), superiores aos esperados pelo mercado. 

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A receita alcançou incríveis NT$ 1,27 trilhão (US$ 40,20 bilhões), com crescimento anual de 36% em dólares taiwaneses (33,7% em US$), atingindo o topo da faixa de guidance projetada para o trimestre (US$ 39,0–US$ 40,2 bilhões).  

Destrinchando os números recordes da TSMC (TSMC34) no 2T26

Por plataforma, High Performance Computing (HPC) concentrou 66% da receita líquida (vs. 60% no 2T26), com crescimento de 20% anualmente, o que reflete a forte demanda por chips de inteligência artificial e data centers. Já a divisão de Smartphone respondeu por 22% da receita (ante 27% um ano antes), refletindo a contração de 4% na demanda. As demais frentes, como IoT, automotivo, DCE e outros, responderam pelos 12% restantes, com destaque para o segmento automotivo, que avançou 15% na comparação anual. 

Nas tecnologias, os nós de 7 nanômetros ou menores responderam por 77% da receita com wafers. O destaque ficou com o processo de 5 nm (33% do total) e o de 3 nm (30%), enquanto o nó de 2 nm, ainda em estágio inicial, com produção em massa iniciada neste ano, já estreou com 3% da receita de wafers no trimestre, sinalizando o início do ramp-up, que a companhia espera acelerar no terceiro trimestre. 

A margem bruta chegou a 67,7%, expansão de 9,1 pontos percentuais (p.p.) na comparação anual e acima do teto do guidance para este período (65,5%–67,5%), favorecida por maior utilização de capacidade produtiva, ainda que parcialmente pressionada pelas fábricas no exterior. A margem operacional avançou 10,7 p.p. na visão anual (a/a), para 60,3%, também acima da faixa projetada (56,5%–58,5%). 

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Na linha final, o lucro líquido somou NT$ 706,56 bilhões (US$ 22,36 bilhões), equivalente a NT$ 27,25 de lucro por ação diluído (US$ 4,31 por ADR), alta de 77,4% na comparação anual. Apesar do salto, uma pequena parte veio de ganhos não operacionais de NT$ 63,20 bilhões (US$ 2,00 bilhões) com a venda e marcação a mercado de ações da Vanguard International Semiconductor (VIS). 

A companhia também elevou as projeções e ampliou o orçamento de investimentos, sinalizando confiança na continuidade da demanda de clientes como Nvidia, Apple e Broadcom. Para o terceiro trimestre, o guidance aponta receita entre US$ 44,6 bilhões e US$ 45,8 bilhões, com margem bruta de 65% a 67% e margem operacional de 56% a 58%. Para o ano de 2026, a expectativa é de crescimento da receita ligeiramente acima de 40% em dólares americanos.  

O orçamento de capital foi elevado para uma faixa entre US$ 60 bilhões e US$ 64 bilhões, enquanto os investimentos no Arizona deverão aumentar em mais US$ 100 bilhões, levando o total destinado ao estado a US$ 265 bilhões. Os recursos serão direcionados à construção de novas fábricas para a produção de chips de 2 nanômetros e inferiores, além de unidades de empacotamento avançado, ampliando a capacidade local para atender à demanda de longo prazo dos principais clientes americanos. 

TSMC (TSMC34): vale a pena comprar ações agora?

Embora persistam dúvidas sobre a sustentabilidade do ritmo de investimentos das grandes empresas de tecnologia e sobre uma eventual expansão excessiva da capacidade dos data centers, os números da companhia indicam que a demanda relacionada à inteligência artificial permanece robusta e respaldada por resultados concretos

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Na carteira Ações Internacionais, as ações da TSMC (B3: TSMC34 | NYSE: TSM) já acumulam mais de 450% de retorno desde a nossa recomendação, o que teria multiplicado seu capital em mais de 5 vezes.  Diante dessa valorização, é natural que as ações passem a negociar acima da média de valuation dos últimos três anos.

Ainda assim, o preço sobre lucro (P/L) projetado de 22,7 vezes para os próximos 12 meses permanece em um patamar que consideramos conservador, especialmente diante da forte expansão das operações observada nos últimos trimestres e reflete parte da liderança tecnológica, poder de precificação, margens elevadas e uma posição estratégica na produção dos chips mais avançados do mundo. 

Nesse contexto, a expansão da capacidade produtiva e o fortalecimento de sua presença nos Estados Unidos reforçam as perspectivas de crescimento de longo prazo, sustentando uma visão construtiva para as ações da companhia

Estudou finanças na University of Regina, no Canadá, tendo concluído lá parte de sua graduação em economia. Pós-graduado em finanças pelo Insper. Trabalhou em duas das maiores casas de análise de investimento do Brasil, além de ter feito parte da equipe de modelagem financeira de uma boutique voltada para fusões e aquisições. Trabalha hoje no time de analistas da Empiricus, sendo responsável, entre outras coisas, por análises macroeconômicas e políticas, além de cobrir estratégias de alocação. É analista com certificação CNPI.