Imagem: iStock/MF3d
Após cinco semanas ininterruptas de ameaças e recuos, o conflito no Oriente Médio aparenta já ter deixado seu pico para trás. O cenário-base agora é de normalização — ainda que sujeito a tropeços ao longo do caminho.
Sem esse fator exógeno pesando sobre os mercados e com uma economia norte-americana ainda resiliente, o capital está voltando a fluir para ativos de maior risco. No front institucional, grandes bancos passam a oferecer criptomoedas diretamente aos seus clientes — reforçando a maturidade e crescimento de demanda pelo setor.
Tudo isso está convergindo para uma tendência de alta do Bitcoin e do mercado como um todo.
Quem investe em cripto conhece bem a frustração: ver o mercado subir enquanto a carteira fica parada, presa em ativos que prometiam mas não entregaram. Nesta edição, aproveitamos o timing para mostrar como evitar exatamente isso — e como extrair o máximo deste momento por meio de uma estratégia simples, sistemática, que pode ser aplicada de forma automática e gratuita.
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O que sustenta o novo movimento de alta
O momento atual pode ser resumido de forma simples: o dinheiro não sumiu — ele está voltando a se mover.
No macro, o debate deixou de ser sobre falta de liquidez e passou a ser sobre para onde ela está indo. As bolsas americanas voltaram a mostrar força nas últimas semanas, com recuperação relativamente rápida após o estresse de março, enquanto o crédito segue funcionando sem sinais de ruptura. Os spreads continuam longe de níveis típicos de estresse sistêmico, o que indica que o mercado não está precificando um cenário de deterioração econômica profunda.
Isso muda completamente a leitura. Quando a liquidez realmente desaparece, o mercado responde com desorganização e quedas abruptas, não é o quadro atual. O que vimos foi um movimento de cautela: o capital ficou temporariamente mais defensivo, em resposta ao conflito, mas sem sair do sistema. Com a estabilização do cenário, esse mesmo capital começa a se reposicionar de forma gradual, voltando a assumir risco e a buscar ativos sensíveis ao crescimento.
Com menos pressão no macro e o crédito ainda funcional, o incentivo para permanecer em posições excessivamente conservadoras (renda fixa) diminui. O resultado é um reposicionamento progressivo em busca de retorno e convexidade — e é justamente esse tipo de fluxo que historicamente sustenta movimentos mais consistentes em ativos como o Bitcoin.
Do lado institucional, o movimento acelerou de forma clara, com destaque para a entrada direta de grandes bancos e instituições na oferta de produtos ligados a cripto. O Morgan Stanley lançou o MSBT, seu ETF de Bitcoin à vista, que rapidamente se tornou um dos lançamentos mais bem-sucedidos da casa. O Goldman Sachs passou a estruturar produtos relacionados ao Bitcoin para clientes institucionais. A Charles Schwab — com mais de 30 milhões de clientes — liberou negociação direta de Bitcoin e Ethereum. E a NYSE (New York Stock Exchange) reforçou apoio à infraestrutura cripto.
Esse movimento faz diferença principalmente na distribuição. Quando essas instituições passam a oferecer cripto dentro das suas plataformas, o acesso deixa de ser nichado e passa a ser integrado ao sistema financeiro tradicional, ampliando de forma relevante o alcance e a demanda potencial pelo setor.
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A diferença entre ganhos comuns e ganhos extraordinários
O Bitcoin acima dos US$ 75 mil chama atenção, mas não é onde está a principal assimetria. Em ciclos como o atual, o BTC tende a liderar o movimento, funcionando como porta de entrada de fluxo. À medida que o mercado ganha tração e a liquidez se espalha, o capital começa a buscar ativos com maior potencial de valorização relativa — e é nesse momento que surgem as distorções mais interessantes.
Dentro desse mercado correlacionado, existe uma camada de diferenciação que passa a ser determinante para o desempenho do portfólio. Algumas altcoins conseguem performar muito acima do Bitcoin. Um protocolo DeFi que começa a acumular receita real, uma rede de segunda camada com crescimento expressivo de usuários, um token de infraestrutura ligado ao boom de inteligência artificial. Esses catalisadores criam janelas de valorização que vão muito além do movimento geral do mercado — e é nesse tipo de dinâmica que o momentum se mostra uma das abordagens mais consistentes.
A lógica é respaldada por décadas de pesquisa: ativos que estão se valorizando tendem a continuar se valorizando. Quando uma altcoin mostra força relativa superior à do Bitcoin, algo muda na dinâmica daquele ativo. Pode ser um fundamento novo sendo precificado, uma narrativa ganhando tração — em muitos casos, é justamente essa combinação que sustenta o movimento.
Através de indicadores e modelos que ponderam quais fatores são mais eficazes em cada regime de mercado, uma carteira gerida com essa lógica observa quais ativos já estão subindo e com que intensidade — ajustando as posições de acordo. Para evitar que a volatilidade comprometa o capital nos momentos de estresse, a exposição total também é calibrada dinamicamente: mais conservadora quando há turbulência, mais aberta ao risco quando o ambiente melhora.
Em cripto, as narrativas surgem e desaparecem com velocidade. Projetos que parecem revolucionários podem passar meses andando de lado ou acumulando perdas — e, por isso, a disciplina se torna decisiva. Ao reduzir exposição em ativos que perdem força, a estratégia evita carregar posições em tendência de queda e limita drawdowns prolongados, um dos maiores destruidores de capital nesse mercado.
Se você já investe em cripto há algum tempo, provavelmente já passou por isso: segurar uma tese “promissora” enquanto o preço simplesmente não responde.
Em nossa leitura, momentum não é apenas uma ferramenta complementar, é uma das engrenagens centrais para navegar esse tipo de mercado com consistência.
Esse tipo de estratégia pode ser aplicado de diferentes formas. Para quem tem mais experiência, é possível construir e monitorar a carteira manualmente, mas exige tempo, disciplina e acompanhamento constante. Para quem está começando ou simplesmente não quer perder o timing, existe uma alternativa mais direta, a Empiricus Crypto Momentum: uma carteira gerida de forma automática e disponível com um clique, que atualmente está com uma performance duas vezes melhor do que o próprio BTC.