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O Ibovespa passou a maior parte do mês de setembro andando de lado, parcialmente salvo por Petrobras e afetado por Vale.

Se pensarmos na tautologia de que setembro antecede outubro, parece pouco.
A despeito da iminência do processo político, a massa crítica prefere aguardar o resultado final das eleições para se posicionar ou não.
Dessa forma, não tivemos muito trade pré-eleitoral, e a demanda gringa está mais inclinada ao trade pós-eleitoral, qualquer que ele seja.
Entre um calendário pré e outro calendário pós, a semana que vem inaugura o trade eleitoral propriamente dito.
Daqui a apenas sete dias, poderemos estar habitando um contexto radicalmente diverso do atual, seja para o bem ou para o mal.
Embora os números apurados do 1o turno não garantam nada em relação ao desfecho do 2o turno, eles funcionam como um gatilho determinante, pois, entre outras virtudes:
(i) filtram a qualidade das pesquisas até aqui,
(ii) informam o índice de comparecimento às urnas, e
(iii) refletem o grau de adesão ao voto útil.
Nesse sentido, a depender das surpresas reveladas, podemos inclusive cogitar que a Bolsa brasileira suba mais nas três semanas entre o 1o e o 2o turno do que nas três semanas logo após o 2o turno; definitivamente, não seria impossível.
Isso posto, a ideia de adentrar este fim de semana sem exposição à renda variável doméstica me parece completamente maluca.
Não precisamos de nenhum tipo de otimismo ingênuo para montar tal exposição; precisamos apenas de algum grau de propensão à volatilidade.
Se por acaso Flávio Bolsonaro confirmar uma presença de 1o turno acima do esperado, a Bolsa local pode experimentar um retorno de dois dígitos entre 05 e 23 de outubro.
Para quem se acostumou tanto tempo a andar de lado, não é pouca coisa. Portanto, não acorde pelado.
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