Mesa Pra Quatro

Oportunidades na Bolsa: Paola Mello, sócia da GTI, diz que tem ações com potencial de duplicar ou até triplicar e comenta equívocos dos investidores

Neste podcast Mesa Pra Quatro, Paola Mello, sócia da gestora GTI e figura carimbada na fintwit, comenta como analisa empresas e fala sobre os descontos atuais na Bolsa; vale conferir

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Data de publicação
16 de março de 2022
Categoria
Mesa Pra Quatro

No episódio #30 do Mesa Pra Quatro, os apresentadores Dan Stulbach, Caio Mesquita e Teco Medina convidam Paola Mello para um bate-papo sobre investimentos. Paola é sócia da gestora GTI e figura carimbada na fintwit, comunidade sobre finanças do Twitter. A GTI tem como foco fundos de ações, analisando mais de 60 empresas no dia a dia.

Nesse contexto, Paola enfatiza que é necessário sempre aplicar um filtro sobre o universo de companhias. “Onde eu acho que existe uma oportunidade relevante, eu me aprofundo”. No entanto, é um processo complexo, de modo que se pode levar meses para analisar uma companhia, segundo ela. Sobre isso, Dan comenta que, mesmo com amplas análises, não há garantia de que a melhor opção é a que vai dar certo.

Um dos filtros aplicados é o preço menor na Bolsa em relação ao valor intrínseco – potencial de desenvolvimento do negócio.  “A conta que eu faço é: qual é a taxa de crescimento que está implícita dentro desse número para justificar esse preço que eu vejo na tela”, explica Paola. 

A sócia também atenta para um ponto, a chamada “armadilha de valor”, que seria quando uma ação está com o preço no mercado muito baixo mas não pode ser considerada uma boa oportunidade, visto que se trata de um setor que está em queda. Nesse sentido, é citado como exemplo a baixa nas ações da Kodak quando a fotografia digital começava a ascender. 

Barganhas na Bolsa brasileira

“Agora é um momento em que estamos nos beneficiando do fluxo estrangeiro que está entrando na Bolsa e, sem dúvidas, isso ajuda”, afirma Paola sobre o atual momento da Bolsa. Ela comenta que existem muitas empresas baratas na Bolsa e que nem sempre foi assim. “Hoje em dia, há muitas empresas com potencial de duplicar e até mesmo triplicar seu valor”, conta. 

Paola afirma também que um dos erros recorrentes que ela observa é que as pessoas compram ativos quando eles sobem, quando elas deveriam fazer o contrário. 

Outro problema é quando as pessoas resgatam e reinvestem com muita rapidez, o que as impedem de manter uma constância e um consequente aumento de patrimônio ao longo do tempo.

Investimentos em imóveis

Sobre o setor imobiliário, Paola comenta que, no período em que a Selic estava a 2%, foram vendidos muitos imóveis ao público investidor, sendo recorrente o comportamento de comprar para alugar logo em seguida. Ela fala, também, que o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) subiu muito e, caso a renda do consumidor do imóvel em questão não acompanhasse esse crescimento, haveria prejuízo: “Toda vez que você compra um imóvel e não paga ele à vista, o saldo a pagar é corrigido pela inflação da construção”.

Um exemplo de destaque no mercado imobiliário é o de imóveis para renda. “Os shoppings têm condições de dobrar facilmente mesmo com a taxa de juros que temos hoje”, comenta Paola.