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Investimentos

Direcional (DIRR3): Números do 2T26 mantém ritmo de crescimento e consistência operacional da empresa; veja análise

A receita líquida atingiu um novo recorde de R$ 1,28 bilhão, avanço de 10% na comparação trimestral

Por Caio Nabuco de Araujo, CAIA

12 ago 2026, 10:48

Atualizado em 12 ago 2026, 10:48

Direcional DIRR3 Construtora

Imagem: Divulgação

Na última terça-feira (11), a Direcional (DIRR3) divulgou seus resultados referentes ao 2T26, mantendo o bom ritmo de crescimento observado nos últimos trimestres.

Conforme antecipado na prévia operacional, os lançamentos totalizaram R$ 2,1 bilhões em VGV (R$ 1,6 bilhão na participação da companhia), crescimento de 8% frente ao 2T25 e mais que o dobro do volume registrado no trimestre anterior. As vendas líquidas atingiram R$ 1,65 bilhão (R$ 1,37 bilhão na % Companhia), praticamente estáveis na comparação anual e 5% acima do 1T26. A VSO consolidada ficou em 23%, com 24% na Direcional e 21% na Riva.

Na demonstração financeira, a receita líquida atingiu novo recorde de R$ 1,28 bilhão, avanço de 20% frente ao 2T25 e de 10% na comparação trimestral. Considerando também as SPEs não consolidadas, a receita líquida total chegou a R$ 1,60 bilhão, enquanto o indicador acumulado em 12 meses superou R$ 6 bilhões.

Rentabilidade é destaque no 2T26 da Direcional

A rentabilidade permaneceu como um dos principais destaques. A margem bruta ajustada atingiu 42,8%, praticamente estável frente ao 1T26 e 110 bps acima do ano anterior. Olhando para frente, a receita a apropriar alcançou R$ 4,1 bilhões, avanço de 21% em 12 meses, enquanto a margem REF ficou em 43,9%, abaixo dos 44,9% do 2T25, mas ainda em patamar elevado.

As despesas comerciais cresceram 33% na comparação anual, refletindo o maior volume de lançamentos e esforços comerciais, além do impacto dos distratos. Com isso, o Ebitda ajustado alcançou R$ 348 milhões, crescimento de 27% em relação ao 2T25, com margem de 27,2%.

Na última linha, o lucro líquido operacional atingiu R$ 202 milhões, avanço de 10% na comparação anual e praticamente estável frente ao trimestre anterior. O ROE anualizado ficou em 35%, mantendo a companhia entre os melhores níveis de rentabilidade do setor.

A geração de caixa também foi destaque, alcançando R$ 130 milhões no trimestre. Mesmo desconsiderando cessões de recebíveis, operações societárias e efeitos relacionados aos repasses da Caixa Econômica Federal, a geração de caixa operacional foi positiva em R$ 80 milhões. Com isso, a dívida líquida caiu para R$ 492 milhões, levando a relação dívida líquida/PL para 18% no trimestre.

DIRR3: recomendação de compra

De forma geral, os resultados do 2T26 reforçam a consistência operacional da Direcional, com crescimento de receita, manutenção de margens elevadas e melhora projetada para a estrutura de capital.

Em nossa visão, assim como outros players do setor, o papel foi exageradamente pressionado na última janela. Não a toa, a companhia anunciou um novo programa de recompra, com potencial de aquisição de até 32 milhões de ações.

Negociando a um múltiplo P/L de 5,5 vezes para o próximo ano, as ações de DIRR3 seguem em patamar de compra atrativo.