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Investimentos

Apple (AAPL34) tem venda de iPhones como destaque do resultado trimestral, o último sob a tutela de Tim Cook

Vendas do principal produto da Apple bateram US$ 59,9 bi, alta de 21,7% em relação ao mesmo período do ano passado

Por Enzo Pacheco, CFA

04 maio 2026, 11:27

Atualizado em 04 maio 2026, 11:27

apple aapl34 bdr internacional

Imagem: iStock/ @ozgurdonmaz

Na quinta (30), após o encerramento do pregão regular, foi a vez da Apple (B3: AAPL34 | Nasdaq: AAPL) apresentar os seus balanços do segundo trimestre do ano fiscal de 2026 (encerrado em março). Os números vieram acima das expectativas de mercado, no último resultado sob a tutela de Tim Cook.

No período as vendas da companhia totalizaram US$ 111,184 bilhões, valor 16,6% maior do que o apresentado um ano atrás.

Venda de iPhones é destaque do trimestre

Analisando por categoria, o destaque do trimestre foi a receita proveniente do iPhone, que somou US$ 56,994 bilhões (+21,7% vs. 2T25), graças a boa receptividade dos usuários com a versão mais recente do smartphone (iPhone 17). A parte de Serviços, outro vetor importante de crescimento do negócio, reportou vendas de US$ 30,976 bilhões (+16,3%).

Além disso, as demais linhas também divulgaram receitas maiores na comparação anual: Mac, US$ 8,399 bilhões (+5,7% vs. 2T25); iPad, US$ 6,914 bilhões (+8,0%); e Wearables, Home e Acessórios, US$ 7,901 bilhões (+5,0%).

O melhor mix de vendas no período (preço médio do iPhone maior, aliado a continuidade da expansão da linha de Serviços) permitiu a Apple reportar um lucro bruto 22,1% acima do divulgado no mesmo período do ano anterior, totalizando US$ 54,781 bilhões e o equivalente a uma margem de 49,3% (+2,3 pontos percentuais vs. 2T25).

Mesmo com o aumento relevante nas despesas operacionais (US$ 18,896 bilhões, +23,7% vs. 2T25), o lucro operacional da companhia totalizou US$ 35,885 bilhões, alta de 21,3% na comparação anual e o que representa uma margem operacional de 32,3% (+1,3 p.p.).

Na linha final, o lucro líquido da Apple foi de US$ 29,578 bilhões, ou US$2,01 por ação, aumento de 21,8% em relação ao mesmo trimestre de 2025.

Vendas da Apple na China crescem 28%

Analisando por região, apesar das Américas continuar representando quase metade das vendas da companhia (US$ 45,093 bilhões, +11,9% vs. 2T25), o destaque no trimestre foram as receitas advindas da Grande China, que somaram US$ 20,497 bilhões (+28,1%).

Interessante notar, contudo, que as outras regiões também reportaram vendas maiores no trimestre: Europa, US$ 28,055 bilhões (+14,7% vs. 2T25); Japão, US$ 8,401 bilhões (+15,1%); e Resto da Ásia Pacífico, US$ 9,138 bilhões (+25,3%).

A boa performance do negócio fez com que a companhia gerasse mais de US$ 28 bilhões de fluxo de caixa operacional, marcando um novo recorde para o período (assim como para seu lucro por ação).

Além disso, a companhia anunciou que a direção aprovou mais um programa de recompra de ações no valor de até US$ 100 bilhões, mantendo o histórico do pagamento de bons proventos para seus acionistas.

Não à toa, as ações tiveram uma valorização de mais de 3% na sexta (1), levando a companhia a atingir uma nova máxima histórica, encerrando o dia acima dos US$ 280 (o equivalente a mais de US$ 4 trilhões em valor de mercado).

Vale a pena investir na Apple?

Confesso que, dado o valuation da companhia (acima das 30 vezes lucros projetados), não esperava uma performance tão boa no pregão seguinte.

Contudo, isso demonstra que, no final das contas, sempre vale a pena ter ao menos uma pequena exposição a Apple (B3: AAPL34 | Nasdaq: AAPL), tida por muitos dona dos principais produtos de consumo da história. Mantemos nossa recomendação de compra na série Empiricus Ações Internacionais, ainda que na categoria Baixa Convicção (1% a 3% da carteira).

Administrador pela Universidade Federal do Espírito Santo com pós-graduação em Operador de Mercado Financeiro pela FIA, Enzo Pacheco atua desde 2017 com análise de investimentos nos mercados internacionais. Hoje, é responsável pela série MoneyBets, voltada para os investidores brasileiros que querem expandir as fronteiras dos seus portfólios. Possui certificações CFA e CNPI.