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Alguns dos principais fundos imobiliários (FIIs) do Ifix trouxeram novidades aos seus investidores nos últimos dias. Abaixo, você pode conferir os destaques:
Alianza Trust Renda Imobiliária (ALZR11)
O ALZR11 convocou AGE para deliberar sobre a modernização do regulamento e simplificação da política de investimentos no FII. Entre os principais pontos, estão a atualização dos critérios de ativos-alvo, possibilidade de recompra de cotas, aumento do capital autorizado para até R$ 10 bilhões, constituição de ônus sobre ativos e regras para investimentos em ativos com potencial conflito de interesse.
Bradesco Carteira Imobiliária (BCIA11)
O BCIA11 movimentou cerca de R$ 26 milhões, equivalentes a 6,8% do patrimônio líquido. Na alocação setorial, a gestão aumentou a exposição aos segmentos de shopping centers (+1,6%) e híbridos (+1,1%), enquanto reduziu a participação em escritórios (-1,1%) e FoFs (-0,6%).
BTG Pactual Logística (BTLG11)
O BTLG11 celebrou MoU não-vinculante para a venda de três ativos logísticos, sendo dois em São Paulo e um em Pernambuco, totalizando 102,6 mil m² de ABL. Segundo a gestão, a operação poderá gerar lucro estimado de aproximadamente R$ 1,56/cota, equivalente a um ganho de capital de cerca de 36% e TIR próxima de 17% ao ano.
A conclusão da transação ainda depende do cumprimento de condições precedentes usuais, incluindo diligência e assinatura dos documentos definitivos.
Pátria Recebíveis Imobiliários (HGCR11)
O HGCR11 aumentou sua exposição no CRI Mega Moda, em R$ 79,5 milhões, à taxa de IPCA + 8,90%, e no CRI JFL Lorena II, em R$ 7,7 milhões, à taxa de IPCA + 10,51%. No período, também foram realizadas vendas no CRI JFL Lorena, com ganho extraordinário de R$ 0,02/cota, no CRI Globo e no FII VRTA11 – esta última com prejuízo de R$ 0,03/cota.
Pátria Logística (HGLG11)
O HGLG11 encerrou sua 11ª emissão de cotas com a subscrição de 3,2 milhões de novas cotas, totalizando aproximadamente R$ 532,6 milhões. A oferta foi realizada ao preço de R$ 166,58/cota e acabou reduzida em relação ao montante inicialmente pretendido, diante da distribuição parcial da emissão.
Pátria Renda Urbana (HGRU11)
O HGRU11 concluiu a venda de um imóvel em Marechal Cândido Rondon (PR) por R$ 5 milhões, equivalente a R$ 5,7 mil/m². A transação foi realizada 43,3% acima do valor investido e 31,6% acima do último laudo, gerando lucro caixa de R$ 1,5 milhão (R$ 0,07/cota) e TIR anualizada de 16,6%. O aluguel mensal do ativo era de R$ 27,2 mil, equivalente a cerca de R$ 0,001/cota.
Além disso, o fundo imobiliário firmou compromisso para venda de um imóvel em Concórdia (SC) por R$ 4,9 milhões, equivalente a R$ 7,5 mil/m². A transação foi realizada 33,4% acima do valor investido e 27,3% acima do último laudo, gerando lucro caixa de aproximadamente R$ 1,2 milhão (R$ 0,05/cota) e TIR anualizada de 38,4%. O aluguel mensal do ativo era de cerca de R$ 27 mil, equivalente a R$ 0,001/cota.
Kinea Hedge Fund (KNHF11)
O KNHF11 concluiu a locação de um conjunto no HL Faria Lima para a BRI Capital, encerrando as vacâncias remanescentes do portfólio de edifícios corporativos. Com essa ocupação, o fundo imobiliário atingiu taxa de ocupação de 100% em seu portfólio corporativo.
Manati Capital Hedge Fund (MANA11)
O MANA11 concluiu o investimento no empreendimento residencial Grand Pulse Jundiaí, estruturado via equity preferencial, com VGV de R$ 231 milhões e enquadrado no programa Minha Casa, Minha Vida.
O investimento de R$ 15 milhões foi realizado a partir de maio de 2025, com TIR alvo de 22,5% ao ano. Em função da forte velocidade de vendas e antecipação das fases subsequentes do projeto, a operação foi liquidada em abril de 2026, resultando em TIR realizada de 58,6% ao ano, equivalente a 453% do CDI no período. O resultado total da operação corresponde a aproximadamente R$ 0,159/cota.
Pátria Malls (PML11)
O PMLL11 anunciou sua 7ª emissão de cotas, com oferta base de até R$ 1 bilhão, equivalente a 8,5 milhões de novas cotas ao preço de R$ 117,23/cota. A oferta é destinada a investidores profissionais, e poderá ser acrescida em até 8% via lote adicional, elevando o montante potencial para aproximadamente R$ 1,08 bilhão. Os cotistas terão direito de preferência na proporção de 0,61 nova cota para cada cota detida.
Rio Bravo Renda Varejo (RBVA11)
O RBVA11 concluiu a aquisição da totalidade do imóvel flagship da Portobello, localizado na Alameda Gabriel Monteiro da Silva (SP), por aproximadamente R$ 81 milhões, com cap rate estabilizado de 8% ao ano. A operação foi realizada à vista, e elevou a participação do fundo para 100% do ativo.
O imóvel possui 1,8 mil m² de área construída, e está locado para a Portobello por meio de contrato atípico BTS com prazo de 20 anos, além de multa equivalente à totalidade dos aluguéis remanescentes. A aquisição foi estruturada via pagamento em caixa, amortização de cotas seniores do FII SPGM e compensação de créditos no âmbito da 6ª emissão do fundo.
Rec Recebíveis Imobiliários (RECR11)
O RECR11 informou que o prazo de exclusividade para venda de unidades do Edifício Morumbi Plaza (SP), com área total de 8,7 mil m² e 112 vagas de garagem, encerrou-se sem a formalização do compromisso de compra e venda. Com isso, o fundo imobiliário poderá avançar em negociações com terceiros interessados, embora as tratativas com o potencial comprador original sigam em andamento.
Tellus Properties (TEPP11)
O TEPP11 aprovou sua 5ª emissão de cotas, destinada exclusivamente a investidores profissionais, com montante inicial de aproximadamente R$ 120,1 milhões, ao preço de R$ 9,69/cota. A oferta poderá ser parcialmente distribuída, desde que atingido o montante mínimo de R$ 35,5 milhões. Os atuais cotistas terão direito de preferência na proporção de 24,98%.
Tivio Renda Imobiliária (TVRI11)
Os cotistas do FII TVRI11 aprovaram uma nova emissão de cotas do fundo, destinada a investidores profissionais, com montante inicial de até R$ 500 milhões e possibilidade de lote adicional de até 100% da oferta. A emissão poderá contar com distribuição parcial, desde que atingido o montante mínimo de R$ 40 milhões. O preço de emissão será equivalente ao valor patrimonial da cota na véspera do anúncio de início da oferta, acrescido de taxa de distribuição primária.
Vinci Logística (VILG11)
O FII VILG11 esclareceu que tomou conhecimento do pedido de recuperação judicial do Grupo Toky (Tok&Stok/Mobly), atual locatário de dois módulos do Extrema Business Park – Bloco I. Até o momento, não há inadimplência ou tratativas formais relacionadas ao processo. O contrato conta com seguro fiança equivalente a 12 aluguéis. Após o reposicionamento comercial do ativo, a exposição do inquilino caiu de 15% para 4,5% da receita imobiliária do fundo, sem impacto esperado no guidance de distribuição do 1S26, entre R$ 0,80 e R$ 0,87/cota.
XP Logística (XPLG11)
O XPLG11 rerratificou o fato relevante (de 16 de abril) referente à aquisição de um portfólio logístico de aproximadamente R$ 919,1 milhões, apenas para ajustar a nomenclatura dos ativos “GLP Jundiaí I e II”, que passam a ser denominados “CD Jundiaí I e II”. As demais condições da transação permanecem inalteradas.
O portfólio adquirido é composto por seis empreendimentos logísticos, totalizando cerca de 306 mil m² de ABL, com ocupação próxima de 98% nos ativos estabilizados. A aquisição foi estruturada majoritariamente via subscrição de cotas no âmbito da 9ª emissão do fundo e apresenta cap rate estimado de 10,6% no primeiro ano. Além disso, o ativo CMP II conta com estrutura de prêmios de locação para mitigar o risco de estabilização do empreendimento.