Investimos por prazer erótico, e nada mais

Você não investe para ficar milionário logo de cara, a não ser que queira encontrar rapidamente a falência. Parafraseando o físico Richard Feynman, eu diria que a arte de investir é muito parecida com o sexo.

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Investimos por prazer erótico, e nada mais

Já que é segunda-feira, e a semana sempre começa com o motor meio frio, deixe eu lhe contar um segredo capaz de esquentar sua libido financista.

Você não investe para ficar milionário logo de cara, a não ser que queira encontrar rapidamente a falência.

Veja, não tem problema algum em desejar milhões logo de cara. O desejo é um direito seu, sua vontade de poder.

Mas você não pode pressionar sua carteira a entregar esse tipo de resultado da noite para o dia. Não é assim que funciona.

E como é que funciona então?

Parafraseando o físico Richard Feynman, eu diria que a arte de investir é muito parecida com o sexo.

Ocasionalmente, algo realmente útil surge dali, mas não é esse o motivo pelo qual estamos praticando.

Logo, devo reconhecer que minha imagem do investidor ideal é um tanto erótica.

Você vai investindo sob certa frequência espontânea, desobrigada, guiado pelo puro prazer de investir…

Quando se dá conta, sem maiores expectativas, seu ciclo bullish se prolonga e o teste de saldo investido acaba mostrando dois ou mais milhões.

Não é exatamente uma surpresa, entende?

Assim como para outras coisas da vida, aquelas pessoas que têm prazer genuíno de investir o fazem sem pressa.

Elas não ficam contando os dias, meses e anos para chegar lá, pois não importa tanto.

O que as move é o processo em si.

É o gosto de ter um dinheiro disponível na conta e pensar carinhosamente sobre como alocá-lo para gerar uma renda extra.

É a satisfação dobrada de notar que aquela renda extra virou ponto de partida para outras novas aplicações, agora de perfil mais agressivo.

O resultado é sempre importantíssimo, claro. Todas as publicações da Empiricus têm compromisso com as mais exigentes réguas de performance.

Mas investimos, primeiramente, porque temos tesão em investir. Não somos procriadores mecânicos, biologicamente programados para a renda perpétua.

Todos podemos ter tesão de investir, do nosso próprio jeito.

Num dia mais empolgado, inclusive, há quem consiga multiplicar o capital investido por 124 vezes.

Não é sempre que acontece. Mas já aconteceu por aqui, e pode ocorrer de novo.