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Mercado de capitais: entenda o que é, como funciona e qual é sua importância

O mercado de capitais é um ambiente utilizado para captar e investir recursos. Entenda melhor como o mercado de capitais funciona e como participar dele.

Por Equipe Empiricus

11 de dezembro de 2022, 14:48

Imagem representando o mercado de capitais, mostrando uma tela de celular com gráficos e indicadores financeiros.

O mercado de capitais é uma ótima opção para quem deseja dar uma melhor destinação ao seu dinheiro e ter a possibilidade de bons retornos a longo prazo. Pois, a cada dia, fica mais claro a importância dos investimentos para multiplicação do capital.

Embora haja riscos envolvidos, o mercado de capitais oferece opções para os mais conservadores e para quem tem um perfil mais arrojado. Por isso, o número de pessoas nesse mercado está aumentando consideravelmente.

O que é Mercado de Capitais?

O Mercado de Capitais é uma parte do sistema financeiro responsável por conectar empresas que desejam captar recursos para os seus projetos e investidores, que se interessam em dispor desses recursos como uma forma de investimento, a fim de obter alguma vantagem financeira a longo prazo.

É nesse mercado que são negociadas as famosas ações. Mas, também estão disponíveis diversos ativos e até títulos de dívidas, conhecidos como debêntures.

O Mercado de Capitais vai garantir liquidez aos títulos emitidos pelas empresas para que possam ser negociados. Depois, os recursos obtidos são direcionados para diversos segmentos de nossa economia.

Divisões do Mercado de Capitais

Esse mercado é comumente dividido em dois segmentos:

  • Mercado Primário: é onde as empresas se capitalizam por meio da oferta inicial de ativos. Assim, quando os investidores adquirem uma determinada ação, eles geram valores que as instituições podem usar para bancar seus projetos. Até mesmo os bancos utilizam esse mercado para captar dinheiro que será usado para conceder empréstimos, tanto para pessoas físicas quanto para jurídicas;
  • Mercado Secundário: a partir do momento em que os ativos estão de posse dos investidores, eles podem negociá-los entre si. Agora o dinheiro não vai diretamente para a empresa, mas sim de um investidor para o outro.

Como funciona o Mercado de Capitais?

Esse mercado funciona por meio de um ambiente de negociação dos títulos imobiliários oriundos de diversas empresas, sem que haja a intermediação de uma instituição financeira.

Também é comum chamá-lo de mercado de valores mobiliários, pois as negociações são regulamentadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Ao captar esses recursos, as empresas ajudam no desenvolvimento da atividade econômica do país. Assim, elas influenciam em toda a sociedade, atingindo até mesmo aquelas pessoas que não investem na bolsa de valores.

Pois, com esse dinheiro, uma empresa pode crescer, disponibilizar mais produtos úteis no mercado e gerar mais empregos.

Nos últimos anos, aumentou consideravelmente o número de pessoas físicas que decidiram investir na bolsa de valores. Como exemplo, podemos citar uma comparação entre o primeiro semestre de 2020 e de 2021.

Nesse período, houve um aumento de 43% no número de contas registradas, totalizando 3,8 milhões de pessoas.

Além desse mercado, é importante falar brevemente dos outros segmentos que compõe o sistema financeiro brasileiro:

  • Mercado monetário: é onde ocorrem transações de até 24 horas;
  • Mercado de crédito: é o lugar em que ocorrem os empréstimos por instituições financeiras;
  • Mercado de câmbio: é onde ocorre a troca de moedas estrangeiras.

Principais ativos negociados no Mercado de Capitais

O Mercado de Capitais é extremamente amplo e oferece opções diversas. Elas são divididas em dois tipos principais: renda fixa e renda variável.

Renda Fixa

Esse tipo de investimento é o mais aconselhado para pessoas conservadoras, que não querem correr grandes riscos no mercado.

São opções que garantem uma maior segurança e mais previsibilidade dos rendimentos totais. Geralmente, eles estão atrelados a índices importantes da economia, como a Taxa Selic e o CDI.

Há investimentos com taxas pré-fixadas, em que é possível saber exatamente o valor que ele irá render no final. O segundo tipo são os pós-fixados, que são atrelados a uma taxa que pode sofrer variações ao longo do tempo.

Mas, também há os híbridos, que são atrelados a uma taxa pré-fixada e pós-fixada.

  • Títulos do Tesouro Direto: são papéis emitidos pelo governo para custear a dívida pública. Na prática, o investidor está emprestando dinheiro ao governo em troca de juros no fim do período;
  • CDB: é um título emitido pelos bancos para captar recursos. Basicamente, o investidor empresta dinheiro para a instituição em troca de receber esse valor posteriormente acrescido de juros;
  • CRI e CRA: são certificados de recebíveis, um tipo de título emitido para financiar algum setor. O CRI é destinado ao setor imobiliário, enquanto o CRA é voltado ao agronegócio.
  • LCI e LCA: as letras de crédito também visam financiar operações em algumas áreas da sociedade. A LCI é voltada ao setor imobiliário, enquanto a LCA é voltada ao agronegócio:
  • Debêntures: são um tipo de título emitido por diversas empresas para captar recursos.

Renda variável

A renda variável é procurada por investidores com um perfil mais agressivo, que estão dispostos a se exporem a um risco maior para aumentar seus ganhos.

Esses investimentos tendem a ser muito voláteis, e não é possível saber quanto irão render no final. Há inclusive a possibilidade de resultarem em prejuízos.

  • Ações: são pequenas parcelas de uma empresa de capital aberto negociadas no mercado. Ao adquirir uma ação, o investidor se torna sócio da empresa;
  • Fundos imobiliários: são papéis que representam uma parcela de algum empreendimento imobiliário. Por exemplo, você pode adquirir uma porcentagem de um shopping center e lucrar com os aluguéis;
  • Fundos de investimentos: esses fundos reúnem diversos investidores, cujos recursos são destinados a investimentos no mercado financeiro;
  • Opções: esse tipo de investimento dá ao investidor a chance de comprar ou vender determinado ativo em uma data futura por um valor pré-estabelecido. É uma forma de minimizar os riscos oriundos das oscilações do mercado;
  • Mercado futuro: esse mercado reúne derivativos. Os contratos futuros permitem negociar a compra e venda de um bem em uma data futura e por um preço definido;

Há outros exemplos de renda fixa e variável negociados no mercado brasileiro, mas esses são os principais.

Estrutura do Mercado de Capitais

Para que o Mercado de Capitais brasileiro funcione corretamente, ele conta com diversas instituições.

Empresas

São elas que disponibilizam seus ativos para serem negociados e ajudar na captação de recursos e em seu consequente crescimento.

Na bolsa brasileira, (B3), há empresas de todos os segmentos e de diversos tamanhos, o que aumenta as possibilidades desse mercado.

Comissão de Valores Mobiliários (CVM)

Esse é o órgão que define regras e faz toda a regulação das operações do mercado de capitais.

Bolsa de Valores

A bolsa de valores brasileira B3 é o local em que ocorre a maior parte das negociações. Ela é responsável por disponibilizar aos investidores os papéis emitidos pelas empresas.

Corretoras

As corretoras de valores são as empresas que fazem a intermediação entre os investidores e a bolsa de valores.

Existem muitas no mercado, cada uma com suas próprias taxas. Os produtos disponibilizados podem sofrer variações de uma para outra.

Então, para fazer uma negociação no mercado, o investidor deposita o valor na conta que a corretora abriu em seu nome. Depois, utiliza uma plataforma que faz conexão direta com a bolsa de valores e registra a operação.

Bancos e instituições financeiras

Esse tipo de empresa ajuda a viabilizar as operações, como o Banco Central do Brasil.

Como investir no mercado de capitais?

Para investir nesse mercado é preciso seguir alguns passos básicos:

  1. Abra uma conta em uma corretora ou instituição financeira que disponibilize investimentos;
  2. Escolha os ativos e as empresas de livre mercado nas quais deseja investir;
  3. Faça um depósito dos valores necessários e execute uma ordem de compra;
  4. O momento de se desfazer do investimento vai depender do tipo escolhido. As ações, por exemplo, não possuem uma data específica e você pode mantê-las em sua carteira pelo tempo que julgar conveniente. Mas, há investimentos como o CDB, que possuem uma data marcada para chegar ao fim.

Como podemos observar, o passo a passo para investir é relativamente simples. Mas, para investir bem e não obter prejuízos, o caminho é um pouco mais complexo.

Pois, antes de se registrar em uma corretora e fazer sua primeira operação, é indispensável estudar o mercado para conhecer suas dificuldades e definir seu perfil de investidor.

Há opções que trazem ótimos retornos, porém elas exigem que você assuma maiores riscos, o que significa que as perdas também podem ser grandes.

Por isso, ao iniciar no mercado, muitas pessoas escolhem investimentos de renda fixa. Apesar do rendimento ser menor, eles são mais seguros e vão lhe dar uma ideia melhor de como as coisas funcionam, além de servir como uma reserva de emergência.

Um bom investidor diversifica sua carteira e está sempre atento às boas oportunidades.

Qual a importância do mercado de capitais?

Esse mercado é importante para ajudar no progresso do país. Pois, o dinheiro captado ajuda as empresas a crescerem, gerarem empregos e contribuírem com a sociedade.

Além disso, os investidores também tiram proveito do mercado, já que os investimentos certos podem gerar bons lucros e uma maior prosperidade, dependendo dos aportes realizados.

Ou seja, quando usado com inteligência e cautela, o mercado de capitais é um ambiente vantajoso para ambas as partes e é essencial para o crescimento do Brasil.

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Equipe Empiricus

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