Chegamos no ponto em que nosso futuro é impossível

Olá, meu nome é Rodolfo. Eu, Caio e Felipe começamos a Empiricus com zero, de forma que nossos retornos, por menores que sejam, devem tender […]

Chegamos no ponto em que nosso futuro é impossível

Olá, meu nome é Rodolfo.

Eu, Caio e Felipe começamos a Empiricus com zero, de forma que nossos retornos, por menores que sejam, devem tender ao infinito.

Tamanha expectativa de performance nos coloca em posição um pouco constrangedora enquanto eu escrevo esta carta.

Temos perspectivas infinitas e não temos nada.

Você arrisca uma ideia de negócio, abre um CNPJ e, de repente, se der sorte e algum sucesso, tudo aquilo assume vida própria.

A Empiricus é real, +250 colaboradores, +330 mil assinantes.

E é também, dez anos depois, a busca infantil por uma utopia.

Algo previsível, devo dizer, para a filha de Sextus Empiricus, que nasceu com a missão de um ceticismo financeiro levado ao limite.

Pois este é o destino paradoxal de todo cético: dar a volta completa no mundo até se tornar utópico. Tornar-se criança, de tão velho.

Essa nossa utopia – assim como a de Galeano – desponta agora no horizonte.

A Empiricus dá dois passos, a utopia se afasta em dois passos.

A Empiricus dá dez passos, a utopia se afasta em dez passos.

Quanto mais conseguimos caminhar, mais parece que nunca chegaremos lá.

Então, qual é o ponto de seguir em frente?

O ponto é um só: continuar caminhando.

Após tanto caminhar, acabaremos – talvez – ultrapassando um modelo superado de Iluminismo.

Segundo esse modelo iluminista, as pessoas mudam de hábitos (financeiros) por meio do acesso a informações e do raciocínio espontâneo, em prol da migração rumo ao melhor e contra o pior.

Faz perfeito sentido lógico.

No entanto, não é assim que as coisas acontecem.

Para que os mercados entrem em equilíbrio, muita gente tem que pingar suor.

A Selic caiu, a poupança virou zica, mas a maioria continua lá. Por quê? Brasileiros não sabem fazer conta? Não têm acesso à informação transparente?

Um fundo DI cobra 2 por cento de administração e o outro cobra 0 por cento, mas a maioria continua no de 2 por cento. Por quê? Não deu tempo ainda de ajustar? Quanto custa, dia a dia, esse período de aprendizado?

O Iluminismo tem sérias limitações.

Mas tudo bem, nós sabemos o que funciona. Aprendemos na prática, por tentativa e erro.

No lugar da luz da razão, funciona o seguinte: o trovão do impacto.

Choques de percepção tiram o indivíduo da zona de conforto.

Somos mais propensos a mudar de hábito se confrontados com ideias novas e disruptivas da forma mais direta possível.

A concepção iluminista de mudança pela razão é absolutamente ilusória, e só sobrevive pois cai como uma luva para a preservação do status quo.

Enquanto isso, a comunicação de impacto da Empiricus é classificada, pelo mesmo status quo, como “lorota lucrativa”.

Qualquer leitor com a nobre experiência de ter desafiado um poder em voga sabe que o maior desafio está sempre em ser levado a sério.

Já fomos pintados de moleques, blogueiros, palhaços, agressivos, picaretas…

E continuamos caminhando, naquele único sentido utópico.

Para azar dos meus detratores, os adjetivos viciosos estão se esgotando, enquanto nosso fôlego para caminhar ao lado de +330 mil assinantes só aumenta.

Em vez de nos chamarem de moleques, blogueiros, palhaços, agressivos, picaretas, as oligarquias poderiam simplesmente dizer: “Empiricus, com licença, você não se encaixa em nosso status quo”.

Seria mais educado, embora menos efetivo.

Afinal, a melhor forma de calar a boca de alguém é fazendo com que se pareça um completo idiota.

Funciona muito melhor do que qualquer censura.

Então é isso, sou um grande idiota tentando impactar – sem ser convidado – o mundo dos iluminados.

Será que tenho alguma chance?

Quando começamos a escrever sobre os absurdos praticados no mercado brasileiro, a maioria das pessoas não fazia ideia do que estava acontecendo com seus próprios bolsos.

Agora, dez anos depois, o trovão da Empiricus pode ser ouvido em toda parte.

Pouco importa se esse trovão se chama O Fim do BrasilA Virada de Mão ou O Caso Bettina.

O que importa mesmo em um trovão é o barulho.

Se quisermos mudar um mercado iluminado como o brasileiro, temos que ser moleques, blogueiros, palhaços, agressivos, picaretas.

Mais do que isso, teremos que ser impossíveis.

Primeiro, eles ignoram os moleques.

Depois, dão risada dos palhaços.

Desqualificam os blogueiros.

Levantam defesa contra os agressivos.

Atacam os picaretas.

E então, o que acontece agora?


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