1 2019-12-09T13:32:41-03:00 xmp.iid:217a1f9b-69a9-426f-a7e6-7b9802d22521 xmp.did:217a1f9b-69a9-426f-a7e6-7b9802d22521 xmp.did:217a1f9b-69a9-426f-a7e6-7b9802d22521 saved xmp.iid:217a1f9b-69a9-426f-a7e6-7b9802d22521 2019-12-09T13:32:41-03:00 Adobe Bridge 2020 (Macintosh) /metadata
Investimentos

Ibovespa hoje: o que esperar da Super Quarta? Veja o que é destaque no dia

Expectativa é por um corte de 0,25% na Selic, enquanto Federal Reserve deve manter juros nos EUA

Por Matheus Spiess

17 jun 2026, 10:29

Atualizado em 17 jun 2026, 10:29

super quarta

Imagem: Freepik

A Super Quarta chegou com expectativa de manutenção dos juros pelo Federal Reserve e possível corte de 0,25 ponto percentual na Selic pelo Copom.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nos Estados Unidos, mais importante do que a decisão em si será a estreia de Kevin Warsh à frente do Fed e os sinais que sua comunicação poderá oferecer sobre os próximos passos da política monetária, em um ambiente ainda marcado por inflação resiliente e divergências crescentes dentro da própria instituição.

Enquanto isso, os mercados globais operam em tom moderadamente positivo: as bolsas asiáticas encerraram o pregão majoritariamente em alta, impulsionadas pelo bom desempenho do setor de tecnologia e pela força das exportações japonesas ligadas à inteligência artificial, ao mesmo tempo em que os investidores continuam monitorando os desdobramentos do acordo de paz entre Estados Unidos e Irã.

Na Europa e nos Estados Unidos, os ativos financeiros seguem em compasso de espera, com movimentos relativamente contidos em ações, moedas e commodities, refletindo a percepção de que o foco do mercado está gradualmente migrando da geopolítica para a política monetária, que volta a assumir o papel de principal vetor para os mercados globais nos próximos meses.

· 00:51 — Com cautela para os próximos passos

O mercado brasileiro atravessou mais uma sessão marcada por cautela, com o Ibovespa registrando sua terceira queda consecutiva, pressionado por uma combinação de fatores externos e domésticos. De um lado, o avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã provocou uma forte correção nos preços do petróleo, afetando diretamente empresas ligadas ao setor de energia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

De outro, a divulgação de novas pesquisas eleitorais reacendeu preocupações em relação à trajetória fiscal dos próximos anos, contribuindo para a alta do dólar e para a manutenção de um fluxo estrangeiro mais contido.

Em paralelo, os indicadores de atividade começaram a sinalizar uma perda de fôlego da economia, com vendas no varejo significativamente abaixo das expectativas e revisões negativas para os meses anteriores, reforçando a percepção de um segundo trimestre menos dinâmico para o crescimento brasileiro.

Embora a leitura geral da atividade ainda apresente sinais mistos, os dados mais recentes caminham na direção de uma desaceleração gradual. Nesse contexto, os investidores acompanharam com atenção a divulgação do IBC-Br de abril, considerado uma prévia do PIB. O indicador também veio abaixo do esperado, corroborando a fraqueza observada no varejo e fortalecendo a leitura de moderação da atividade econômica.

Com isso, as atenções se voltam integralmente para a decisão de política monetária desta Super Quarta. O cenário-base do mercado continua sendo de um último corte de 0,25 ponto percentual na Selic, para 14,25% ao ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ainda assim, o foco não está na decisão em si, mas na mensagem que acompanhará o comunicado. Cresce a avaliação de que o Banco Central deverá sinalizar uma pausa no ciclo de flexibilização, diante da inflação ainda pressionada, das incertezas fiscais e da necessidade de preservar a credibilidade do processo de convergência inflacionária.

Assim como ocorre nos Estados Unidos, a discussão deixou de ser apenas sobre o próximo movimento de juros e passou a se concentrar na trajetória da política monetária nos próximos trimestres. Em ambos os casos, a mensagem parece convergir para um ambiente de maior prudência, com juros elevados por mais tempo e espaço cada vez mais limitado para cortes rápidos ou previamente contratados.

· 01:47 — O mistério do tom de Warsh

Os mercados adotaram uma postura de cautela antes da primeira decisão de política monetária do Federal Reserve sob a liderança de Kevin Warsh. Embora o Dow Jones tenha renovado máximas históricas ao ultrapassar os 52 mil pontos pela primeira vez, o desempenho mais fraco do setor de tecnologia pressionou o Nasdaq e o S&P 500, evidenciando um ambiente de maior seletividade entre os ativos.

A sessão foi marcada por indicadores econômicos com sinais mistos, incluindo enfraquecimento da atividade imobiliária e aceleração dos preços de importação, enquanto os investidores aguardavam os números de vendas no varejo em busca de uma leitura mais clara sobre a força do consumo americano. A atenção se concentra especialmente na capacidade das famílias de sustentar os gastos em um contexto de inflação ainda elevada e menor impulso proveniente dos reembolsos tributários.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mais do que a decisão sobre os juros, amplamente esperada como uma manutenção da taxa básica na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano, o mercado está concentrado na comunicação do Fed e na estreia de Warsh à frente da instituição.

Investidores buscam compreender como o novo presidente avalia o equilíbrio entre crescimento, mercado de trabalho e inflação após um período marcado por choques energéticos e pressões persistentes sobre os preços. A expectativa predominante é de que o banco central adote uma postura mais cautelosa, reduzindo qualquer sinalização implícita de cortes iminentes.

As projeções econômicas atualizadas também serão acompanhadas de perto, com possibilidade de revisões altistas para a inflação e de uma trajetória de juros mais elevada por um período prolongado. Nesse contexto, o gráfico de pontos (dot plot) poderá reforçar a percepção de que o comitê segue mais preocupado com os riscos inflacionários do que com uma eventual desaceleração da atividade.

Ao mesmo tempo, os acontecimentos recentes trouxeram novos elementos para essa discussão. A queda do petróleo após o avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã reduziu parte das pressões inflacionárias de curto prazo, oferecendo maior flexibilidade ao Fed justamente na primeira coletiva de imprensa de Warsh.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso reduz a necessidade de uma postura excessivamente dura para demonstrar independência em relação à Casa Branca, embora a inflação subjacente continue acima do nível considerado compatível com a meta. Por isso, o mercado acompanhará atentamente qualquer sinal sobre a função de reação do novo presidente, suas prioridades para a condução da política monetária e possíveis mudanças na forma de comunicação da instituição nos próximos meses.

Embora o cenário-base continue apontando para juros estáveis ao longo de 2026, os desdobramentos recentes sugerem que o balanço de riscos se tornou menos problemático, abrindo espaço para ajustes caso a inflação volte a ceder e a atividade econômica perca força de maneira mais consistente.

· 02:33 — O que está na mesa?

O avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã ganhou contornos mais concretos com a divulgação de uma minuta de entendimento com 14 pontos que prevê o encerramento imediato e permanente das hostilidades, a reabertura gradual do Estreito de Ormuz em até 30 dias e o início de negociações para um acordo definitivo no prazo máximo de 60 dias, entre outras coisas.

Pelo texto, a normalização da navegação estaria condicionada à remoção de minas e de outros obstáculos impostos pelo Irã. Em contrapartida, Washington se comprometeria a conceder autorizações imediatas para exportações iranianas de petróleo, petroquímicos e serviços associados, incluindo operações bancárias, seguros e transporte, além de promover a liberação progressiva de ativos congelados e apoiar um amplo programa de reconstrução econômica estimado em pelo menos US$ 300 bilhões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na frente nuclear, Teerã reafirmaria o compromisso de não desenvolver armas nucleares, enquanto ambos os lados preservariam o status quo até a conclusão de um acordo definitivo, evitando novos avanços nucleares, sanções adicionais ou escaladas militares.

A perspectiva de um entendimento já produz efeitos relevantes nos mercados globais. O petróleo Brent acumulou forte queda nos últimos dias, negociando abaixo de US$ 80 por barril, à medida que os investidores passaram a incorporar a expectativa de uma normalização gradual dos fluxos energéticos pelo Golfo Pérsico.

A perspectiva de maior oferta e de menor risco de interrupções no abastecimento contribuiu para aliviar preocupações inflacionárias e deslocou novamente o foco dos mercados para as decisões dos bancos centrais, especialmente do Federal Reserve, em sua primeira reunião sob a presidência de Kevin Warsh. Ao mesmo tempo, o acordo pode alterar importantes dinâmicas geopolíticas.

A Rússia, que vinha sendo favorecida pelos preços mais elevados do petróleo e pelo fortalecimento de suas exportações durante o conflito, tende a enfrentar um ambiente menos favorável a partir de agora caso a oferta global aumente gradualmente e os preços da commodity permaneçam pressionados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Apesar da melhora do sentimento dos investidores, a experiência recente recomenda cautela em relação à velocidade de normalização. O Estreito de Bab el-Mandeb, no Mar Vermelho, oferece uma referência útil. Mesmo após o anúncio de um cessar-fogo em 2025, o fluxo de embarcações permaneceu significativamente abaixo dos níveis observados antes dos ataques dos Houthis, refletindo preocupações persistentes relacionadas à segurança, aos seguros marítimos e à previsibilidade operacional.

Em Ormuz, o processo pode seguir dinâmica semelhante. Embora os fluxos de petróleo já viessem apresentando sinais de recuperação antes mesmo do anúncio do acordo, a normalização da cadeia física de abastecimento envolve muito mais do que a simples reabertura da rota marítima. A reorganização logística de portos, refinarias, estoques, contratos de transporte e coberturas securitárias tende a ocorrer de forma gradual. Assim, embora a assinatura do acordo represente um importante catalisador para a redução dos prêmios de risco geopolítico, a normalização efetiva do mercado de energia provavelmente ocorrerá em um ritmo mais lento e complexo.

· 03:25 — Dominância energética

A política externa de Donald Trump tem sido cada vez mais orientada pela busca da chamada dominância energética americana, estratégia que combina interesses geopolíticos e econômicos ao tentar ampliar a oferta global de petróleo sob influência dos Estados Unidos.

Após iniciativas voltadas à Venezuela e ao Irã, Washington passou a dedicar maior atenção à Líbia, apostando que uma eventual estabilização política do país poderá destravar o potencial das maiores reservas de petróleo da África e elevar a produção dos atuais 1,3 milhão para cerca de 2 milhões de barris por dia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O movimento já tem atraído grandes petroleiras americanas, como ConocoPhillips, Chevron e Exxon Mobil, mas enfrenta obstáculos relevantes, incluindo a fragmentação política, a atuação de grupos armados e a influência de potências estrangeiras sobre diferentes regiões do país. Ao mesmo tempo, essa estratégia baseada na expansão da produção de combustíveis fósseis contrasta com a abordagem chinesa, que segue ampliando seus investimentos em energia renovável.

No fim, a própria tentativa americana de estabilizar regiões produtoras evidencia uma realidade recorrente: embora o petróleo continue sendo uma ferramenta central de poder econômico e geopolítico, sua produção e circulação permanecem profundamente condicionadas por fatores políticos que dificilmente podem ser controlados por uma única potência.

· 04:12 — Desafios indianos

A Índia se vê diante de um desafio macroeconômico cada vez mais delicado. A combinação entre saída de capital estrangeiro, deterioração do déficit comercial após o choque energético associado ao conflito com o Irã, pressão sobre a rupia e redução das reservas internacionais reacendeu o debate sobre quais instrumentos o governo e o banco central deverão utilizar para evitar uma deterioração mais ampla do quadro cambial.

Parte do mercado defende a retomada de medidas adotadas em momentos anteriores de estresse, como a captação de recursos em moeda forte por meio dos bancos estatais e da diáspora indiana. No entanto, o ambiente atual é substancialmente diferente daquele observado em 2013.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com os juros americanos em patamares muito mais elevados, atrair capital externo exige remunerações significativamente maiores, tornando a estratégia mais onerosa tanto para os investidores quanto para as instituições responsáveis pela captação.

Além disso, soluções que funcionaram no passado hoje carregam custos financeiros e políticos mais relevantes. Em 2013, o Banco Central da Índia absorveu parte do risco cambial para incentivar os bancos a captar recursos no exterior, reduzindo a exposição dessas instituições à desvalorização da moeda local. Repetir uma iniciativa semelhante agora poderia expor o balanço da autoridade monetária a perdas expressivas caso a rupia continue enfraquecendo.

Há também uma diferença importante no contexto político. Ao contrário do governo de então, que se aproximava do fim de seu mandato, a administração de Narendra Modi opera com um horizonte de longo prazo e tende a demonstrar maior cautela na adoção de medidas que possam gerar custos significativos no futuro. Nesse cenário, cresce a percepção de que alternativas mais convencionais, como a elevação dos juros, podem voltar ao centro das discussões como forma de estabilizar a moeda e restaurar a confiança.

O problema é que nenhuma das opções disponíveis parece confortável. Embora a inflação permaneça relativamente controlada, em torno de 3,5%, o mercado teme que a combinação entre uma moeda mais fraca, custos energéticos mais elevados e a continuidade da saída de capital acabe contaminando as expectativas econômicas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Diante desse quadro, as autoridades indianas podem ser obrigadas a combinar juros mais altos, incentivos fiscais e outras medidas de estabilização para evitar uma desvalorização mais intensa da rupia. Em última análise, a Índia continua exibindo fundamentos estruturais favoráveis e perspectivas de crescimento robustas no longo prazo, mas enfrenta, no curto prazo, um importante teste de credibilidade econômica e capacidade de gestão em um ambiente global cada vez mais desafiador.

· 04:59 — Depois da correção, o ouro volta ao radar

A percepção dos investidores sobre os principais riscos para os mercados vem passando por uma mudança gradual. Embora a possibilidade de uma nova rodada inflacionária continue sendo vista como uma ameaça mais relevante do que um eventual excesso de otimismo em torno da inteligência artificial, a distância entre esses dois fatores diminuiu de forma significativa nos últimos meses.

Curiosamente, parte dos defensores da tese de IA, entre eles Kevin Warsh, novo presidente do Federal Reserve, argumenta que os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia poderão exercer uma pressão desinflacionária relevante ao longo do tempo. Nesse contexto, a combinação entre avanços tecnológicos e a redução das tensões geopolíticas no Oriente Médio, após o acordo para a reabertura do Estreito de Ormuz, começa a favorecer uma reavaliação de ativos como o ouro.

Depois de ter sido apontado como uma das posições mais consensuais do mercado no início do ano, o metal atravessou uma correção expressiva e hoje parece negociar em níveis mais próximos de seu valor de equilíbrio, voltando a despertar interesse entre investidores.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A correção do ouro foi provocada, sobretudo, pela forte reprecificação das expectativas para a política monetária americana. Dados econômicos mais robustos, um mercado de trabalho resiliente e uma inflação persistentemente elevada, principalmente depois da alta dos preços de energia, levaram os investidores a reduzir as apostas em cortes rápidos de juros pelo Federal Reserve.

Após atingir a máxima histórica de US$ 5.595 por onça ao fim de janeiro, o metal acumulou uma queda próxima de 25% até o início de junho. O movimento foi intensificado por investidores sistemáticos e estratégias quantitativas que carregavam posições compradas relevantes após a forte valorização observada anteriormente.

Ainda assim, a correção contribuiu para tornar o posicionamento técnico do mercado significativamente mais saudável. Com a formalização do acordo entre Estados Unidos e Irã e a possibilidade de uma postura monetária não tão dura nos próximos trimestres, cresce a percepção de que o ouro pode voltar a encontrar suporte, especialmente diante da expressiva correção observada nas ações de empresas ligadas à mineração aurífera.

Mais importante do que os movimentos de curto prazo, os fundamentos estruturais da tese permanecem preservados. Os bancos centrais continuam desempenhando o papel de comprador marginal relevante, respondendo atualmente por cerca de 20% da demanda global pelo metal. Apenas no primeiro trimestre de 2026, as compras líquidas do setor oficial alcançaram 244 toneladas, bem acima da média histórica.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

China, Polônia e Turquia seguem ampliando suas reservas, enquanto o Conselho Mundial do Ouro projeta uma demanda oficial entre 700 e 900 toneladas ao longo deste ano. Por trás desse movimento está uma tendência mais ampla de diversificação das reservas internacionais e redução da dependência do dólar, processo que ganhou força após o congelamento de aproximadamente US$ 300 bilhões em reservas russas.

Essa demanda estrutural continua oferecendo um importante suporte de longo prazo para o ouro, especialmente em economias emergentes que ainda mantêm uma participação baixa do metal em suas reservas. Nesse contexto, o ouro segue tendo um papel relevante dentro de portfólios, funcionando como instrumento de proteção, preservação de capital e mitigação de riscos em períodos de maior incerteza.

Em termos de alocação, posições entre 2,5% e 5% do portfólio costumam ser suficientes para que o ouro cumpra sua função de diversificação e proteção sem comprometer o equilíbrio da carteira. Para investidores com acesso ao mercado internacional, ETFs como o iShares Gold Trust (IAU) oferecem uma forma simples e líquida de obter exposição direta ao metal.

No Brasil, alternativas como o ETF BTG Pactual B3 Ouro (GOLB11) desempenham papel semelhante. Já os fundos de ouro dolarizados, sem proteção cambial (hedge), adicionam uma camada adicional de defesa ao combinar a exposição ao metal com uma proteção natural contra eventuais episódios de desvalorização do real. Independentemente do veículo escolhido, a lógica permanece: utilizar o ouro como um instrumento complementar dentro de uma estratégia diversificada, respeitando o tamanho adequado da posição e buscando um equilíbrio entre proteção, liquidez e potencial de geração de retorno no tempo.

Estudou finanças na University of Regina, no Canadá, tendo concluído lá parte de sua graduação em economia. Pós-graduado em finanças pelo Insper. Trabalhou em duas das maiores casas de análise de investimento do Brasil, além de ter feito parte da equipe de modelagem financeira de uma boutique voltada para fusões e aquisições. Trabalha hoje no time de analistas da Empiricus, sendo responsável, entre outras coisas, por análises macroeconômicas e políticas, além de cobrir estratégias de alocação. É analista com certificação CNPI.